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Oração de Santa Isabel, rainha da Hungria

Deus, nosso Pai, ensinai-nos o verdadeiro amor, aquele que não esvazie, mas plenifique e preencha a nossa vida de sentido; amor que não fragiliza, que não desalente, mas estimule a caminhar e nos faça acreditar que a história humana em nós é antiga e nova ao mesmo tempo. Ensinai-nos um amor, que plante em nossos dias, promessas de paz; e conserve viva e inabalável nossa fé na bondade e na ternura, que sempre hão de existir no coração das pessoas. Por isso, Senhor, na certeza de vos encontrar, nós vos buscamos na inquietude de nossos corações, pois assim o fizeram e farão todas as gerações. Abri nosso espírito e vinde habitar em nossas vidas. Vinde lavrar, semear e colher da seara milenar de que vós osis o Agricultor. Estabelecei entre nós vosso Reino de amor. Restaurai nosso semblante abatido e desanimado, pois em vós se encontram toda a força e o poder qu movem mundos e universos. "Quando vos invoquei, vós me respondestes; fizestes crescer a força de minha alma" (Sl 137,3ss).

Santa Catarina de Génova, viúva, +1510

Santa Catarina de GénovaSanta Catarina de Génova
Nasceu em 1447, filha de Giacopo Fieschi e Francesca di Negro, em Genova, Itália. Era a mais nova de 5 filhos. Embora desejasse uma vida religiosa, foi obrigada a casar-se com Jualiano Adorno quando seu pai morreu. O estilo de vida de Juliano provocou-lhe grande desgosto e ficaram reduzidos à miséria.

Catarina conseguiu convertê-lo e ele tornou-se um irmão da Ordem Terceira de São Francisco, tendo concordado em viver com ela como irmãos e em estrita continência.

Catarina tornou-se famosa pelos seus trabalhos nos hospitais e nos bairros pobres da cidade. Em 1479, o casal foi trabalhar no hospital de Pammetone e Catarina foi nomeada directora da instituição em 1490. Ela quase morreu na praga de 1493 mas recuperou milagrosamente apesar da praga ter matado três quartos dos habitantes da cidade.

Era mística e, segundo a tradição, curava apenas com sua benção e orações. Escreveu o famoso "Diálogo entre Alma e Corpo" e o "Tratado sobre o Purgatório", ambos referidos como notáveis livros sobre misticismo.

Veio a falecer em 14 de Setembro de 1510 e logo o seu túmulo passou a ser local de peregrinação e vários milagres foram atribuidos à sua intercessão.

Foi canonizada em 1737 pelo Papa Clemente XII.

São Guilherme de Vercelli, Abade e fundador, +1142

Também conhecido como São William de Montevergine, ele nasceu  em Vercelli ,  Itália em 1085 de uma família nobre. Ficando órfão  quando menino,  foi criado por parentes e na idade de 14 anos fez uma peregrinação a Santiago de Compostela , Espanha; eventualmente  tornando-se um eremita em Monte Virgiliano (moderno Monte Vergine, perto de Beveneto, Itália). Ele recebeu tantos discípulos  que ele viu que seria necessário organiza-los em uma comunidade a qual passou a ser conhecida como os Eremitas de Monte Vergine e seguiam a Regra da  Ordem dos Beneditinos. Guilherme fundou subseqüentemente monastérios em Conza, Gulietto e Salermo servindo como valoroso conselheiro ao Rei Roger I de Nápoles.

Teria levado uma vida santa e diz à tradição que na peste de 1120 ele cuidava dos doentes pessoalmente, e milagrosamente não contraiu a terrível doença e curava alguns doentes apenas com a sua benção e oração. Veio a falecer de causas naturais em 25 de junho de 1142 em Guglietto e seu túmulo logo se tornou local de peregrinação e vários milagres foram creditados a sua intercessão.

A lenda diz que Guilherme construía a fundação da casa de sua Comunidade com a ajuda de um jumento e um lobo atacou e matou o animal. São Guilherme  ordenou então ao lobo que tomasse o lugar do jumento por que ele ( lobo) não poderia ter interrompido o trabalho da construção de uma Casa de Deus. O lobo passou a carregar as pedras no lugar do jumento.

Por isso na liturgia da Igreja, São Guilherme é mostrado ao lado de um lobo, com uma sela semelhante à de um jumento de carga.  

Sua festa é celebrada no dia 25 de junho.  

São José de Arimateia, séc. I

São José de ArimateiaSão José de Arimateia
José de Arimateia era assim conhecido por ser de Arimateia, cidade da Judeia. Homem rico, senador da época, era membro do Sinédrio, o Colégio dos mais altos magistrados do povo judeu.

José de Arimateia, juntamente com Nicodemos, providenciou a retirada do corpo de Cristo da cruz após solicitação feita a Pôncio Pilatos. De acordo com o Evangelhos, era o dono do sepulcro onde Jesus, seu amigo, foi depositado, num horto a cerca de 30 metros do local da crucificação e de onde ressuscitou três dias depois da morte. A tradição atribui também a José o lençol de linho em que Jesus foi envolvido, conhecido hoje como o Santo Sudário.

font: www.wikipedia .com

PHP - Instalação e Configuração com Eclipse

Neste pequeno tutorial irei mostrar como configurar um ambiente de desenvolvimento para PHP e MySQL juntamente com uma ferramenta robusta para o desenvolvimento dos projetos em PHP.

Download dos Softwares

Será preciso fazer o download de alguns Mega Bytes para termos disponíveis todos os softwares necessários para prepararmos o ambiente de desenvolvimento.

Abaixo a lista dos softwares e os respectivos links para o download.

Com estes dois softwares já podemos montar um ambiente completo para o desenvolvimento de aplicações PHP, sendo eles pequenos sites ou grandes portais.

Instalação do Ambiente

A instalação do ambiente é bastante simples, abaixo os passos para que fique tudo configurado e rodando perfeitamente:

  1. Instalação do XAMPP.
  2. Execulte o arquivo "xampp-win32-1.7.2.exe". Siga as instruções e depois de concluir abra o "XAMPP Control Panel" e start o Apache e o MySQL.

  3. Instalar o Eclipse.
  4. Descompact o arquivo "eclipse-php-galileo-SR1-win32.zip" em alguma pasta do seu computador, como "C:xampp".

  5. Configuração do Eclipse.
  6. Execulte o arquivo "eclipse.exe" que está dentro da pasta eclipse que você descompactou e escolha um workspace (Área de Trabalho) para você. após o Eclipse abrir entre no menu: "Window -> Preferences", na Tree View que aparece entre em: "General -> Workspace", procure o campo: "Text file encoding" escolha "Other" e digite "utf-8". Isto resolve o problema que provalvelmente teria com os acentos e caracteres especiais.

Testando o Ambiente

Abra o Eclipse e entre no menu "File -> new -> PHP project", dê um nome para o seu projeto escolha em "Workspace -> Other" e digite "C:xampphtdocs", clique em "Finish".
Dentro da View PHP Explorer tem um projeto com o nome que você escolheu, espanda e com o botão direito entre em "New-> PHP file", escolha o nome de "index.php" e coloque o seguinte Conteúdo:

<?php
phpinfo();
?>

Agora aponte o seu Browser para http://localhost/nome_do_seu_projeto e veja as configurações do seu PHP.

São José Moscati, médico, +1927

São José Moscati

São José Moscati, nasceu na Itália em 1880, de família que tanto aspirava Deus, que com apenas 17 anos obrigou-se particularmente ao voto de castidade perpétua.

Tendido aos estudos, cursou a faculdade de medicina na Universidade de Nápoles e chegou, com 23 anos, ao doutorado e nesta área pôde ocupar altos cargos, além de representar a Itália nos Congressos Médicos Internacionais. Com competência profissional, Moscati curou com particular eficiência e caridade milhares e milhares de doentes.

Em Nápoles, embora procurado por toda classe de doentes, dava, contudo, preferência aos mais pobres e indigentes. Sem dúvida foi na prática da caridade para com os pobres que se manifestou toda sua grandeza, ao ponto de receber o título de médico e pai dos pobres, isto num tempo em que a cultura se afastava da fé.

José Moscati corajosamente viveu até 1927 e testemunhou a Verdade, tanto assim que encontramos em seus escritos: " Ama a verdade, mostra-te como és, sem fingimentos, sem receios, sem respeito humano. Se a verdade te custa a perseguição, aceita-a; se te custa o tormento, suporta-o. E se, pela verdade, tivesses que sacrificar-te a ti mesmo e a tua vida, sê forte no sacrifício".

São Patrício, bispo, +461

São PatrícioSão Patrício
"Felizes os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática" (Lc 11,28).

Todos já ouvimos falar da Catedral de São Patrício (Saint Patrick), de Nova York. Mas poucos se lembram que ele está profundamente ligado à Irlanda. E a Irlanda toda fala deste Santo.

São Patrício viveu no começo do século V. Tornou-se apóstolo, como padre e bispo, de toda a Irlanda. Além de converter os chefes dos diversos clãs, ele ainda criou os mosteiros, como centros de irradiação do cristianismo e da cultura. Até hoje, não se conhece país no mundo inteiro, que tenha tanta irradiação missionária, como a Irlanda. É uma bela tradição, atribuída a São Patrício, o Santo de hoje.

Ninguém é tão feliz quanto o missionário, que espalha a Palavra de Cristo e toca os corações dos homens.

São Bráulio de Zaragoza, bispo, +651

"Todo o escriba que se torna discípulo do Reino dos Céus é semelhante a um pai de família, que do seu tesouro tira coisas novas e velhas" (Mt 13,52).

Em Zaragoza, na Espanha, venera-se hoje um grande bispo: São Bráulio. O seu mérito consistiu sobretudo em ter desempenhado um papel decisivo nos Concílios, sobretudo como Bispo de Zaragoza, nos anos de 631 a 651.

São Bráulio é considerado um dos maiores discípulos do grande Santo espanhol, Isidoro de Sevilha, venerado com incrível fervor, na Capital da Espanha e em todo aquele país.

As glórias terrenas, os louvores e o poder não o tinham apegado à terra. Soube remontar-se às alturas e vivia da esperança cristã, que põe os bens acima das nuvens, para além da morte. A verdadeira sabedoria, que aprendeu em tantos livros e manuscristos antigos e novos, e pela qual trabalhou tanto, a ponto de ficar cego no fim da vida, deu-lhe o verdadeira sentido da vida presente, que é o caminho para a outra, a eterna.

Numa carta escrita a sua irmã Pampónia diz: "O tempo foge insensivelmente, a morte aproxima-se em segredo, e a nossa cega esperança não vê senão as alegrias da vida. Felizes aqueles cuja a alegria é Deus, e cujo gozo repousa na futura bem-aveturança!"

Parte para junto de Deus pelo ano de 651.

Net Beans Acessível aos Cegos

Eu sempre tive interesse em desenvolver aplicações com o NET Beans, mas a sua interface sempre foi desagradável aos Cegos. Já tentei usar o NET Beans por algum tempo, mas a dependência do mause para mudar entre as Views e a impossibilidade de usar o Debugger dele sempre me desmotivaram.

Felismente um professor assistente da Central Washington University (CWU), desenvolveu um projeto de pesquisa para programadores cegos, onde eles desenvolveram um módulo para o NET Beans que o torna acessível e algumas outras funcionalidades a mais: como um Debugger que avança e volta do ponto de interrupção.

Veja a reportagem em português (Tradução automática do Google) ou o Original em Inglês.

Infelizmente o projeto ainda está na versão Alfa, mas caso se concretize ela poderia ser até incorporada pêla SUN e distribuída junto com a sua IDE.

Beato Marcos de Montegalo, presbítero, +1496

Marcos nasceu em 1425 perto de Montegallo (Itália), para onde os seus pais tinham fugido para evitar as guerras civis que açoitavam a sua região de origem. Estudou em Perusia e em Bolonha e doutorou-se em Medicina e Leis. Depois de exercer medicina, tornou-se membro da Ordem Franciscana em Fabriano.

Foi superior no convento de S. Severino, mas cedo começou a sua missão de pregador, guiado por S. Jaime de la Marca. Preocupou-se sobretudo com as guerras civis e com os abusos dos usurários. Para combater a usura criou Montes-Pios em várias cidades.

Morreu no dia 19 de Março de 1496 em Vicenza. Ao lado de S. Bernardino de Sena é considerado um dos grandes pregadores do Evangelho e da penitência.

Jesus descrito por um pagão que o conheceu

Carta escrita ao Imperador romano Tibério César (14 a 37 d.C.) por Publius Lentulus, da Judéia, predecessor de Pôncio Pilatos.

A carta se refere a Jesus Cristo, que naquela época principiava as suas pregações nas terras da Palestina:

O Senador Publius Lentulus da Judéia ao César Romano:

Soube, ó César, que desejavas ter conhecimento do que passo a dizer-te.

Há aqui um homem chamado Jesus Cristo, a quem o povo chama profeta e os seus discípulos afirmam ser o filho de Deus, criador do Céu e da Terra.

Realmente, ó César, todos os dias chegam notícias das maravilhas deste Cristo. Para dizer-te em poucas palavras, dá vista aos cegos, cura doentes e surpreende toda a Jerusalém.

Belo e de aspecto insinuante, é um homem de justa estatura, e a sua figura é tão majestosa que todos o amam irresistivelmente. Sua fisionomia, de uma beleza incomparável, revela meiguice, e ao mesmo tempo tal dignidade, que ao olhar-se para ele cada qual se sente obrigado a amá-lo e temê-lo ao mesmo tempo.

O cabelo dele, até a altura das orelhas, é da cor das searas quando maduras, emoldurando divinamente a sua fronte radiosa de jovem mestre; caindo em anéis reluzentes, espalha-se pelos ombros com uma graça infinita, sendo então de uma cor indefinível, como o vinho claro e brilhante. Ele o traz apartado ao meio por uma risca, à moda dos nazarenos. A barba é da cor do cabelo e não muito larga, e também é dividida ao meio. O olhar de paz é profundo e grave, com reflexos de várias cores nos olhos, e o mais surpreendente é que resplandecem. As pupilas parecem os raios do Sol. Ninguém pode fitar-lhe o rosto deslumbrante.

O seu porte é muito distinto. Possui encanto e atrai os olhares. Tão belo o quanto pode um homem ser belo, ele é o mais nobre que imaginar se possa, e muito semelhante à sua mãe, a mais famosa figura de mulher que até hoje apareceu nesta terra.

Nunca foi visto sorrindo, mas já foi visto chorando várias vezes. As mãos e os braços são de uma grande beleza, que é um prazer contemplá-los. Faz-se amigo de todos e mostra-se alegre com gravidade. Quando é visto em público, aparece sempre com grande simplicidade. Quer fale, quer opere, fá-lo sempre com elegância e sobriedade. Toda a gente acha a conversação dele muito agradável e sedutora. Fala um idioma de misterioso encanto, e as multidões, compostas de judeus e de naturais da Capadócia, Panfília, Cirene e de muitas outras regiões, ficam perplexas ao ouvi-lo, pois cada qual o ouve como se fosse no próprio idioma pátrio.

Se a tua majestade, ó César, deseja vê-lo, avisa-me, que eu logo to enviarei. Apesar de nunca ter estudado, é senhor de todas as ciências. Em sua expressão divina, ele é a sublimação individualizada do magnetismo pessoal. As criaturas disputam-lhe a presença encantadora. As multidões seguem-lhe os passos, tocadas de singular admiração. Quase todos buscam tocar-lhe a vestidura, pois dele emanam irradiações virtuosas que curam moléstias pertinazes. Ele produz espontaneamente um clima de paz, que atinge a quantos lhe gozam a excelsa companhia. Anda com a cabeça descoberta e quase descalço, e a sua túnica alvíssima combina com a sutileza de seus traços delicados.

Muitas pessoas, quando o vêem ao longe, escarnecem dele, mas quando ele se aproxima e estão na sua frente, então tremem e admiram-no. De sua figura singular, extraordinária de beleza simples, vem um quê diferente, que arrebata as multidões, e essas serenam, ouvindo as suas promessas sobre um eterno reinado.

Os hebreus dizem que nunca viram homem semelhante a ele, cuja sabedoria excede a dos gênios. Nunca ouviram conselhos idênticos, nem tão sublime doutrina de humildade e de amor como a que ensina este Cristo. Amável ao conversar, torna-se temível quando repreende, mas mesmo nesse caso revela segurança e serenidade. É sobremodo sábio, modesto e muito casto. É um homem, enfim, que por suas divinas perfeições excede os outros filhos dos homens.

Muitos judeus o têm por divino e crêem nele. Também o acusam a mim, ó César, dizendo que ele é contra a tua majestade, porque afirma que reis e vassalos são todos iguais diante de Deus, e assevera que acima do teu poder, ó César, reina um único Deus, Todo-Poderoso, consolador de todos os homens desesperados e aflitos.

Ando apoquentado com estes hebreus que pretendem convencer-me de que ele nos é prejudicial. Mas os que o conhecem e a ele têm recorrido afirmam que ele nunca fez mal a pessoa alguma, e antes emprega todos os seus esforços para fazer toda a humanidade feliz.

Estou pronto, ó César, a obedecer-te e a cumprir o que nos ordenaste.

("Apologia Cristã", Ribeirão Preto, SP, p. 31)

Oração a São José

São José

A vós, São José, recorremos em nossa tribulação  e, depois de ter implorado o auxílio de Vossa Santíssima Esposa, cheios de confiança solicitamos o vosso
patrocínio.

Por esse laço sagrado de caridade, que os uniu à Virgem Imaculada, Mãe de Deus, pelo amor paternal que tivestes ao Menino Jesus, ardentemente vos suplicamos
que lanceis um olhar benigno  para  a  herança que Jesus conquistou com seu sangue,e nos socorrais em nossas necessidades com o vosso auxílio e poder.

Protegei, ó Guarda providente da Divina Família, a raça eleita de Jesus Cristo.

Afastai para longe de nós,  ó Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício.

Assisti-nos do alto do céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas; assim como outrora salvastes da morte a vida do Menino Jesus,
assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus contra as ciladas  de  seus inimigos e contra toda adversidade.

Amparai a cada um de nós com o vosso constante patrocínio, a fim de que, a vosso exemplo, e sustentados com vosso auxílio, possamos viver virtuosamente,
morrer piedosamente e obter no céu a eterna bem-aventurança. Assim seja. 


“Ó glorioso São José, digno de ser amado, invocado e venerado com especialidade entre todos os santos, pelo primor de vossas virtudes, eminência de vossa
glória e poder de vossa intercessão, perante a Santíssima Trindade, perante Jesus Vosso Filho adotivo, e perante Maria, Vossa Santíssima Esposa, minha
Mãe terníssima, tomo-vos hoje por meu advogado junto de ambos, por meu protetor e pai, proponho firmemente nunca esquecer-me de Vós, honrar-Vos todos os
dias que Deus me conceder e, fazer quanto em mim estiver para  inspirar  vossa  devoção  aos  que estão sob o meu encargo. Dignai-vos vo-lo peço ó pai
do meu coração, conceder-me a vossa especial proteção e admitir-me entre os vossos mais  fervorosos  servos.  Em  todas  as  minhas ações assisti-me, junto
de Jesus e Maria favorecei-me, e na hora da morte não me falteis, por piedade.  Amém”.

Glorioso São José, rogai por nós!   

Santa Eufémia, virgem e mártir, +300

Santa EufémiaSanta EufémiaNasceu na Calcedónia, uma cidade perto de Constantinopla, numa família nobre e respeitável, foi criada nos ideais cristãos, que faziam dela um exemplo de virtude e beleza junto dos habitantes. Frequentou a escola, por isso nas suas imagens aparece com um manto de estudante (da época). Durante o reinado do Imperador Diocleciano, que proibia batizados, ela foi acusada e, tendo recusado a casar com um herói da cidade, foi presa com outros cristãos.
Torturada de maneira cruel, onde era usada uma roda de moinho, sempre se manteve fiel à sua fé e manteve intacta a sua decisão de nunca trair a Deus. Entregaram-na aos leões, que acabaram por matá-la, mas não danificaram o seu corpo ou a comeram, deitando-se a seu lado como que a protegê-la de mais sofrimentos. Era o dia 16 de Setembro do ano 304 D.C., tinha ela somente 15 anos de idade.

Os cristãos ficaram com o seu corpo, sendo este sido sepultado na Calcedónia, onde construíram uma igreja. Em 620, quando a cidade foi invadida e conquistada pelos Persas, mudaram o seu corpo, com medo de ser destruído, para Constantinopla, e depositado numa Igreja mandada construir pelo Imperador Constantino, em sua honra. Com a entrada no poder do Imperador Nicefor, que era contra símbolos religiosos, os cristãos ficaram com medo que ele removesse o corpo de Sta. Eufémia.

A lenda diz que numa noite de violenta tempestade o sarcófago de mármore desapareceu da cidade. Possivelmente, pescadores cristãos carregaram-no nos seus barcos, com a esperança de a transportar para um lugar seguro. Em Julho, 13 do ano 800, as pessoas de Rovinj, viram dar à costa, ondulando gentilmente nas águas, um sarcófago. Os sinos repicaram, as pessoas que se juntaram na praia tentaram retirá-lo da água, mas em vão, todos os esforços eram inúteis, até que apareceu uma criança com dois fracos bezerros e que para espanto de todos conseguiu remover o pesado sarcófago da água e o levou até à igreja local.

Quando abriram o sarcófago, viram o corpo de uma moça muito bonita e que vestia um luxuoso vestido e junto dela, um pergaminho que dizia HOC EST CORPUS EUFEMIAE SANCTAE... (...este é o corpo de Santa Eufémia, virgem mártir da Calcedónia, filha de um nobre senador, nascida para o céu em Setembro 16, ano 304 D.C....).

O seu corpo continua preservado numa igreja na cidade de Rovinj, na actual Croácia, onde pode ser visitado.

As 12 Promessas do Sagrado Coração de Jesus

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus tem suas raízes na Sagrada Escritura e na Tradição. Existem vários textos no Antigo e Novo Testamentos que se referem ao Coração de Cristo, textos proféticos falando deste Coração humano-divino que pulsa por nós e no meio de nós. "O Verbo de Deus se fez Homem e habitou entre nós”(Jo 1, 14). Alguns textos são, por exemplo, os que falam do Sagrado Coração de Jesus como Fonte de Água Viva". São eles: Apocalipse 22, 1; Isaías 12, 3; Zacarias 14, 8: Jeremias 2, 13; Isaías 44, 3; Salmo 77, 15-16; Êxodo 17, 1-7. João 7, 37-39; João 4 (a Samaritana).
O texto de João 19, 34-37 apresenta o Coração de Cristo transpassado pela lança do soldado. Quem dá testemunho deste fato é o Evangelista João que, na última Ceia, recostara a cabeça no lado do Senhor e, aos pés da cruz, viu correr SANGUE e ÁGUA desta fonte de SALVAÇÃO.
A devoção ao LADO ABERTO de CRISTO vem desde os primeiros tempos do cristianismo; começou na cruz; São João, que viu o Coração de Cristo sendo transpassado, confirmou a profecia de Zacarias 12, 10 que diz: “Olharão para aquele que transpassaram.

12 Promessas

As doze Promessas do Sagrado Coração de Jesus estão ligadas a Santa Margarida Maria Alacoque, que viveu de 1647 a 1690 e teve papel importante na propagação da devoção ao Sagrado Coração de Jesus. A Igreja foi levada a refletir sobre esta devoção e aprovou as seguintes práticas confiadas a Santa Margarida pelo S. Coração de Jesus: a Reparação; a Hora Santa; a primeira Sexta-feira do mês; o culto público ao Coração de Cristo; a imagem do Sagrado Coração (entronização nas famílias); a Festa universal do Sagrado Coração de Jesus.
Os teólogos e a Igreja reconhecem o fato e afirmam: “A devoção ao Sagrado Coração de Jesus significava para Santa Margarida uma nova vida, em união com o Coração amoroso e ferido de Cristo; significava sentir o que Ele sentiu, querer o que Ele quis, amar o que Ele amou. Experimentar o seu amor e amá-Lo também”.

1ª Promessa: As Graças para Cumprirem seus Deveres

Eu lhes darei as graças necessárias para cumprirem os deveres de seu estado. "Sem mim, disse Jesus, nada podeis fazer". (João 15, 5).

A promessa é para todos. Em cada estado de vida, em cada vocação de profissão assumida, a pessoa devotada ao Coração de Jesus recebe Dele as graças para cumprir os deveres de seu estado; saber discernir o que é bom; obter as luzes para o entendimento e a força para que a vontade realize o que é certo. As palavras de Jesus: “Eu lhes darei”, são claras e significam que esta promessa é para todos os estados de vida, na missão própria que cada pessoa desempenha, na profissão que exerce.
Cumprir os deveres de estado exige esforço, doação, generosidade, perseverança, sacrifício, força de vontade, amor, responsabilidade e fé. A fé sem as obras é morta, não salva. É necessário agir retamente de acordo com o plano de Deus, com intensa caridade (João 14, 23).
Sabemos que nem sempre é fácil o cumprimento dos deveres. Certos deveres são difíceis e por vezes exigem heroísmo. A cada passo, a cada instante precisamos da graça de Deus, pois o próprio Cristo afirmou que sem Ele nada podemos fazer. (Jo 15).
O nosso querer, o nosso esforço, são indispensáveis, mas sempre com a graça de Deus. “Tudo posso naquele que me fortalece.” (Filipenses 4, 13).

Textos para meditar e rezar: Ev. de João 15 e Filipenses 4.

2ª Promessa: Eu darei paz às suas almas

Eu darei paz às suas almas. "Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz". (Jo 14, 27)

A PAZ é preciosa. Sem ela é impossível viver. Somos impelidos a rezar pela paz, a trabalhar pela conquista da justiça, cujo fruto é a PAZ. Paz no mundo, na sociedade, nas famílias e ao mesmo tempo lembramos a Palavra de Jesus, o Único capaz de nos encher de paz. “Eu vos dou a minha PAZ! Eu darei paz às almas”.
Todos precisamos de paz para viver e temos de buscá-la, promovê-la, conquistá-la. Se não a encontrarmos no âmbito internacional, nem na sociedade ou nos meios de comunicação social, temos que criá-la e podemos criá-la no recinto do nosso lar.
A promessa de Jesus é infalível. Ele está a nos dizer: “Eu darei paz às famílias que Me acolherem, que me invocarem, que confiarem em Mim, que me consagrarem o lar. Eu darei paz às suas almas”.
O Coração de Jesus é um Seguro de PAZ para as famílias que respeitam a sua Lei, que entronizam a Sua Imagem não só num determinado lugar da casa, mas no próprio coração.
São causas da falta de união e de paz nas famílias: a falta de Religião, pois, os ímpios não têm paz, diz a Sagrada Escritura. A falta de espírito de sacrifício, para suportar com paciência e caridade os defeitos dos outros. O egoísmo (leia Tiago 4, 1).
A desordem. Santo Agostinho afirma: “A paz é a tranqüilidade da ordem” e aconselha: Organizai vossa vida. Vivei segundo as Leis e inspirações de Deus.
O Remédio é o Coração de Jesus. Ele nos dá graças especiais para conseguirmos o dom da PAZ. Ele é a Nossa PAZ e Reconciliação. Ele é o Príncipe da PAZ.
Na Escola do Coração de Jesus aprenderemos a prática da verdadeira Religião do Amor; aprenderemos a mansidão, a humildade; o perdão e a partilha; o serviço alegre e desinteressado; a doação e generosidade. Tudo isto gera na família o fruto delicioso da PAZ.

Textos sobre esta Promessa de PAZ: Tiago 4, 1; Lucas 2, 14; Mt 5, 9; Lucas 10, 5

3ª Promessa: Eu os consolarei em todas as suas aflições

Eu os consolarei em todas as suas aflições. "Vinde a mim vós que estais atribulados e cansados e Eu vos aliviarei". (Mt 11, 28)

Conhecemos e experimentamos a realidade da dor em nossa vida. Quem mais, quem menos, cedo ou tarde, todos passamos por tempo de provas, dificuldades, dores, preocupações.
Só compreendemos o sentido da dor, que é inevitável, pela fé. A cruz, esse símbolo que a maioria dos cristãos leva ao pescoço, não é um enfeite – tem muito a ver com a vida humana e encerra um profundo significado quando nos reportamos à CRUZ REDENTORA do Salvador Jesus Cristo. Nossa cruz deve ter também o mesmo sentido e valor de redenção, de salvação, de reparação.
A figura de Jó, homem bíblico provado pela dor, é um exemplo de como devemos acolher o sofrimento, as purificações, provas e perdas em nossa vida. Jó, diante de todos os tipos de provações, respondia: “Deus me deu, Deus me tirou – bendito seja o seu santo nome”. (Jô 1, 3). Ficamos admirados com o heroísmo dos mártires, a coragem dos Profetas, dos Apóstolos, dos Santos, todos com um amor incondicional a Deus e ao próximo. Nossa Senhora teve o privilégio de ser Mãe do Filho de Deus, porém, bebeu o mesmo cálice de seu Filho, o fel amargo da dor e é chamada a Mãe das Dores Mater Dolorosa.
São Paulo, homem experimentado no sofrimento (cadeias, açoites, naufrágios, prisões, fome, penúrias...) alegra-se em poder sofrer por Cristo e exclama – "Eis porque sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor de Cristo. Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte". (II Cor. 12, 10).
A dor é algo que nos repugna. Também Jesus, Nossa Senhora e os Santos fizeram violência para abraçar as cruzes da vida. Mas a força do amor é capaz de santificar qualquer dor e dar-lhe o sentido de ressurreição, de méritos e conquista da glória futura, na eternidade feliz. Quem ama não foge da cruz. Os verdadeiros devotos do Coração de Jesus acolhem a dor com fé, com paciência, com humildade e esperança confiante, com amor e até com alegria. Não se trata de resignada acomodação, mas de fé laboriosa e perseverante, de liberdade e fortaleza interior, de robustez espiritual.
Chega-se ao júbilo interior percebendo-se amado por Cristo, nesta participação de sua cruz Redentora. Compreende-se melhor o sofrimento do outro, quando já se fez a experiência da dor.
Quando se ama não se sofre; e se há sofrimento, até o sofrer é gozo”.

Textos para aprofundamento: Livro de Jó, capítulo I; I Pd 4, 12-14; 3, 12-17; Heb 2, 5-18; 4, 14-16; 5, 1-10; 6, 9-20; 12, 1-11; Tg 1, 2-12

4ª Promessa: Serei Refúgio Seguro Durante a Vida e Morte

Serei refúgio seguro durante a vida e sobretudo na hora da morte. "A raiz bíblica desta promessa está no Evangelho de João 14, 18 que diz: “Não vos deixarei órfãos.” Em João 14, 3 diz: “Tomar-vos-ei comigo, para que onde
eu estou vós estejais também".

Entrevistando uma pessoa, que passou pela terrível experiência da segunda guerra mundial (1939-1945) pude entender melhor esta promessa de Jesus – “Serei refúgio seguro durante a vida e sobretudo na hora da morte.” Penso no que significava, em tempo de guerra, poder abrigar-se num refúgio seguro, em momentos de bombardeios aéreos e navais. A pessoa entrevistada contou-me que quando ouviam o alarme anunciando que os aviões de guerra se aproximavam, todos corriam até o refúgio escavado na rocha, a fim de se protegerem das bombas.
Aplicando esta realidade à nossa vida espiritual, vemos que o Coração de Jesus é o REFÚGIO seguro para os seus devotos, um Refúgio de segurança, de paz; um Refúgio durante a vida, e especialmente na hora da morte. É Ele o REFÚGIO que nos abriga contra os ataques de inúmeros inimigos, que estão dentro e fora de nós.
São eles: o egoísmo, o orgulho, a vaidade, a inveja, o ciúme, os sentimentos de desamor e de vingança. Os inimigos de fora são: o mundo e seus atrativos perigosos, o consumismo, a moda extravagante, os ambientes e companhias perigosas e sedutoras, a mídia, as ideologias materialistas, as idolatrias do sexo, do dinheiro e do poder.
É preciso REFUGIAR-SE no Coração transpassado de Cristo. Na cruz, a lança do soldado abriu-lhe o lado. Não diz-se que a lança feriu, mas que abriu o lado de Cristo. Isto aconteceu para que pudéssemos entrar neste seu Coração, neste REFÚGIO de paz. Como é bom estar dentro deste Sagrado Coração! Refletindo esta maravilha nós cantamos: Olhando a cruz, vemos uma porta aberta; É o Coração de Jesus Cristo transpassado, RESSUSCITADO! GLORIOSO CORAÇÃO!
Santo Agostinho dizia que a morte é a mais terrível de todas as coisas. É neste momento que mais precisamos de um refúgio. Que alegria e que consolo saber que o Coração de Jesus é este Refúgio Seguro, a Porta aberta, a entrada certa para a nossa SALVAÇÃO. Confiemos!

5ª Promessa: Derramarei Abundantes Bênçãos Sobre Seus Empreendimentos

Derramarei abundantes bênçãos sobre seus empreendimentos. "ara compreendermos esta promessa de Jesus, vamos lembrar a passagem do Evangelho que narra a pesca milagrosa". (Lucas 5, 10-7).

Jesus disse a Simão Pedro: “Lançai as redes”.
Simão respondeu: “Mestre, trabalhamos a noite inteira e nada apanhamos; mas por causa da tua palavra lançarei a rede”. Feito isto, apanharam peixes em tanta quantidade que a rede se rompia.
Jesus nos pede para depositar nele plena confiança. Sua promessa não falha. Ele está constantemente derramando bênçãos sobre seus devotos, ajudando-os em todos os seus empreendimentos, abençoando todas as suas tarefas.
Bênçãos são tudo o que nos incentiva ao bem; são desejos de fazer o bem, de louvar o Criador, de agradecer-lhe; de bendizer seu santo nome, de ajudar a construir o seu Reino, de melhorar o mundo, de fazer apostolado, de cumprir com amor as tarefas do dia a dia.
Sim, o Sagrado Coração de Jesus pode e quer abençoar as pessoas de boa vontade que recorrem a Ele e nele confiam.
Em muitas famílias cristãs há a prática de os pais abençoarem seus filhos. Isso é muito bom. Eles desejam que os filhos consigam a prosperidade e a proteção. Nem sempre estas bênçãos são eficazes, porque dadas por pessoas limitadas; O pai e a mãe podem desejar ao filho uma boa viagem e no entanto ocorrer-lhe acidentes ou a saúde e a doença acontecer. Não esqueçamos que só Deus é todo poderoso.
Jesus nos promete bênçãos abundantes para conseguirmos os bens que desejamos. Esses bens devem de fato ser inspirados pelo Coração de Jesus. A pessoa deve estar em constante conversão, no caminho do Senhor, vivendo a verdade, a vida cristã.
Jesus não nos promete êxito nos empreendimentos, mas a sua bênção. Muitas vezes em nossa apreciação errada das coisas, tomamos por êxito o fracasso e por fracasso o êxito. Lendo a vida do General Inácio de Loyola, tomamos conhecimento de que ele quebrou a perna numa batalha e precisou afastar-se para um longo tratamento. No hospital foi tocado pela graça de Deus. O que parecia um fracasso em sua vida, tornou-se motivo de bênção, porque Inácio se converteu justamente a general de Deus. Foi o fundador da Ordem dos Jesuítas e tornou-se um grande santo. O Sagrado Coração de Jesus não falha.

6ª Promessa: Os pecadores acharão em meu coração a Fonte e o Oceano infinito de misericórdia

Os pecadores acharão em meu coração a Fonte e o Oceano infinito de misericórdia. "Você já pensou como deve ter sido comovente ouvir dos lábios de Jesus a narração da Parábola do Filho Pródigo"? (Lc. 15, 11-32)

Em Mateus 9, 13, encontramos esta frase de Jesus: “Quero misericórdia e não sacrifícios; porque eu não vim chamar os justos, mas os pecadores”.
Parábolas são histórias que se aplicam à nossa vida. A Parábola do Filho Pródigo é uma das parábolas da misericórdia narrada por Jesus. Somos pecadores e precisamos da misericórdia e do perdão de Deus, nosso Pai. A alegria do perdão é tão grande que chegamos a dizer após uma confissão bem feita: “Agora sim, eu me sinto leve!” Isto acontece após experimentar na alma o abraço misericordioso do Pai, através do Sacerdote, homem revestido do Poder de Cristo, para nos perdoar em seu nome.
As promessas do Coração de Jesus são de origem bíblica, nada têm de sentimentalismo ou fantasia humana. Deus sempre cumpre as suas promessas, mas quer a nossa fé, a nossa confiança e a nossa plena adesão a Ele.
A misericórdia de Deus Pai revela na pessoa, ou seja, no Coração de Cristo seu Filho, que tem duas qualidades especiais que precisamos conhecer: compaixão e doação.
A compaixão é um sentimento nobre, delicado e solidário diante de quem sofre. (Mt. 9, 35-38)
A doação é fruto da compaixão, é uma atitude prática de solidariedade, de ajuda. Jesus Cristo dizia ao ver as multidões: “Tenho compaixão desta gente”. Jesus, ao ver a multidão com fome, multiplicou os pães e os peixes (Mt. 15, 29-38).
O Evangelho mostra-nos a compaixão do Coração de Cristo no seu encontro com a Samaritana, com Maria Madalena, com o paralítico da piscina probática (João 5, 1-9) e tantos outros.
O Pai nos enviou o seu próprio Filho que a tal ponto nos amou, que até seu coração foi transpassado por uma lança; Neste ato de absoluta entrega, Jesus nos deixou a Igreja e os Sacramentos, Sinais de Salvação, simbolizados no seu lado aberto, no sangue e na água jorrados desta fonte de misericórdia.
Prezado leitor, você e eu somos filhos da misericórdia. Temos um Pai que nos acolhe no Coração de seu Filho e, neste Coração, temos a Fonte da Vida que jorra para a feliz Eternidade.

7ª Promessa: As Almas Tíbias Tornar-se-ão Fervorosas

As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas. "Eu vim para que todos tenham a vida, e a tenham em abundância". (João 10,10)

Esta promessa do Coração de Jesus está relacionada a uma das invocações da ladainha que diz: Coração de Jesus, “fornalha ardente de caridade”...
De fato, quem passa a viver, a praticar fielmente a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, tem dele a garantia do fervor espiritual, porque Seu Coração Humano – Divino é a fonte da Caridade, é a fonte de Vida, de onde transbordam fervor, dinamismo, entusiasmo e zelo.
A tibieza espiritual é comparada à água morna. A pessoa tíbia é mais ou menos piedosa, faz pouco esforço para dominar as paixões, evitar os pecados veniais, corrigir os maus hábitos e não se esforça para progredir na virtude. A pessoa tíbia não é assídua na prática da caridade e no trabalho de conversão pessoal; é uma acomodada no sentido de não batalhar pelo Evangelho e transformação do mundo. É mais ou menos cristã, sem muita convicção nem caridade a toda prova. A tibieza enfraquece a alma; ela é como a anemia que vai cada vez mais tirando as forças ou como a tuberculose que vai destruindo e corroendo lentamente, até causar a morte.
A sétima promessa do Coração de Jesus prova que uma pessoa tíbia poderá se tornar fervorosa se tiver devoção ao seu Sagrado Coração. É uma devoção que garante a graça do fervor espiritual, e muito mais, intensifica o desejo à santidade e a prática das virtudes.
Devotos do Sagrado Coração de Jesus adquirem: o fervor; a alegria, a força para combater o mal, o zelo pela salvação de todos, o forte desejo de santificação, a perseverança e a maturidade espiritual.

8ª Promessa: As Almas Fervorosas Elevar-se-ão à uma Grande Perfeição

As almas fervorosas elevar-se-ão a uma grande perfeição. "Sede perfeitos como é perfeito vosso Pai do céu". (Mateus 5, 48).

Quando refletimos sobres as doze Promessas do Sagrado Coração de Jesus, notamos que todas têm seu fundamento no Evangelho, o que nos assegura a sua legitimidade.
As doze Promessas são reafirmações do que Jesus ensinou e pregou. A oitava nos lembra esta Palavra de Jesus. “Sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai do Céu”. Se Jesus nos propõe a santidade, Ele a promete particularmente aos que são devotos de seu Coração. É claro que a santidade exige de nós uma vontade firme e perseverante, uma enorme confiança e fidelidade no segmento e imitação de Cristo. Os devotos do Coração de Jesus procurarão entrar na Escola do seu Coração, aprendendo Dele a mansidão, a humildade, a caridade e demais virtudes.
Você quer ser santo? Então diga sempre: - Quero ser santo! Posso ser santo! Devo ser santo!
A santidade requer de nós perseverança e os santos nos ensinam isto. São Francisco de Sales levou vinte anos para vencer a ira e tornou-se o santo da mansidão.
Elevar-se à grande perfeição é ter os mesmos sentimentos e atitudes de Cristo. Padre Zezinho tem um canção que diz assim: Amar como Jesus amou; Viver como Jesus viveu... Sentir o que Jesus sentia... Isto implica na perfeição da mente, perfeição da vontade, perfeição do amor.
O Papa Pio XII dizia que a devoção ao Coração de Jesus é a norma de vida mais perfeita. Santa Margarida escreveu ao Padre Croiset o seguinte: “O Coração de Jesus me fez entender que Ele quer, através dos Padres da Companhia de Jesus (Jesuítas), estabelecer em toda parte esta sólida devoção e, por meio dela, formar um número infinito de servos fiéis, de perfeitos amigos, de filhos verdadeiramente agradecidos. Os tesouros de bênçãos e graças que este Coração encerra são infinitos. Não sei, diz ela, se existe na vida espiritual um outro exército de devoção mais apropriado para elevar, em pouco tempo, uma alma à mais alta perfeição e fazê-la saborear as verdadeiras doçuras que se encontram no serviço de Jesus Cristo... Fazei, diz ela, com que todas as pessoas religiosas pratiquem esta devoção, porque terão tantos auxílios, que não fará falta outro meio melhor para leva-las à mais alta perfeição.

9ª Promessa: Abençoarei a Casa em Que a Imagem do Meu Coração se Achar Exposta e Honrada

Abençoarei a casa em que a Imagem do meu Coração se achar exposta e honrada. "Todos nós enfrentamos grandes dificuldades na travessia da vida. Quantas vezes temos a sensação de que o nosso barquinho vacila e que vai naufragar.".

Chegamos a gritar como os apóstolos na tempestade do Mar da Galiléia: “Senhor! Salva-nos!”
Este sentimento de temor e insegurança é próprio de quem vive “neste vale de lágrimas” !
Contudo, precisamos acreditar firmemente nas palavras do Divino Mestre e nas suas maravilhosas promessas: “Eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mateus 28, 20).
Realmente, no Coração de Cristo encontramos toda a segurança, porque seu Coração Humano – Divino é um Oceano de Paz. Olhando sua Imagem, entendemos melhor o seu convite: “Vinde a mim vós que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei”(Mateus 11, 28).
Amados leitores, nos lares onde estiver entronizada a Imagem do Coração de Jesus, com certeza experimenta-se a paz, porque Jesus cumpre suas promessas, concedendo bênçãos e graças abundantes a estas famílias, a estes lares.
A Imagem do Coração de Jesus não é um quadro qualquer; é sim um sinal religioso visível e sensível de nossa fé, que acolhe a presença real do Coração de Cristo transpassado de amor por nós; do Cristo vivo e glorificado, vencedor do pecado e da morte. A Imagem do Coração de Cristo é um sinal de sua presença e é uma demonstração interna e externa de nossa adesão a Ele e de nossa resposta ao seu amor.
Entronizar o Coração de Jesus no lar supõe não só ter a sua imagem num quadro, mas tê-la no próprio coração. A respeito do culto à Imagem do Sagrado Coração de Jesus, o Concílio Tridentino deixou-nos esta explicação: “Ao contemplarmos a imagem, não a vemos separada da Pessoa Divina do Verbo; e quando a veneramos não é a imagem em si e por si que veneramos, mas o amor infinito que ela nos representa e recorda.”
Santa Margarida, a quem o Coração de Jesus fez as doze promessas, assim nos explica: “Precisamente esta lembrança de seu amor infinito, facilmente esquecível, é o que Jesus Cristo quer suscitar pelo culto à Imagem do seu Divino Coração, a fim de tocar os corações sensíveis”
De fato, quando olhamos a Imagem do Coração de Jesus, ficamos sensibilizados ao perceber que Ele nos amou com amor sem medida.

10ª Promessa: Darei aos Sacerdotes a Graça de Converterem os Corações Mais Endurecidos

Darei aos sacerdotes a graça de converterem os corações mais endurecidos. "Muito lhe foi perdoado porque muito amou" (Lc. 7, 47)

Esta promessa do Coração de Jesus não é exclusiva aos sacerdotes mas a todos aqueles que trabalham pela salvação das almas. Santa Margarida assim se expressa: "Meu divino Mestre deu-me a conhecer que os que trabalham pela salvação das almas conseguirão êxito neste apostolado e conhecerão a Arte de tocar os corações mais endurecidos, se estiverem possuídos de grande devoção ao seu Coração e trabalharem por inspirá-la e difundi-la por toda a parte".
Os sacerdotes têm uma vocação e um ideal único que é “Ser outro Cristo na terra”, “Ser Salvador”. São Pastores que vão em busca das ovelhas, conduzem-nas, cuidam de seu rebanho, querem que todas as ovelhas se salvem e voltem ao aprisco, à Casa do Pai. Também o são os Religiosos(as), pois sua Vocação é a do seguimento radical de Cristo, que deu a vida pela salvação do mundo.
E os demais batizados, os cristãos leigos? Esta promessa lhes é também dirigida?
Com certeza! No batismo todo cristão recebe um Sacerdócio régio e espiritual (1º Pedro 11, 9).
Todo cristão participa da Missão Salvadora de Cristo e tem parte neste ministério de salvar, de buscar as ovelhas para o seu rebanho.
Essas pessoas que trabalham pela salvação e conversão do próximo devem ser, de fato, devotas do Sagrado Coração de Jesus; Viver voltadas para Ele que é Modelo Supremo de Amor, perdão, bondade, compaixão e misericórdia; Imitá-lo sendo Coração para todos; Precisam trabalhar para difundir esta devoção em todos os corações, em toda a parte.
Em troca, promete extraordinário êxito na vida de apostolado e particularmente a conversão dos pecadores mais endurecidos.
Muitas vezes achamos que um milagre material é o mais difícil de acontecer, como por exemplo, a cura de uma doença maligna – Entretanto, o mais difícil é a conversão de alguém.
Tocar, converter os corações mais endurecidos é, na verdade, a vitória mais esplêndida com que se pode sonhar. Nem o ouro, nem a espada, nem a palavra do homem a garantem.
Contudo, num instante, a Graça de Deus o consegue por meio de pessoas de grande devoção ao Coração de Jesus. Basta conhecermos a vida de alguns santos, como por exemplo: São João Maria Vianey.

11ª promessa: As Pessoas Que Propagarem Esta Devoção Terão Seu Nome Escrito para Sempre no Meu Coração, e dele jamais será apagado

As pessoas que propagarem esta devoção terão seu nome escrito para sempre no meu Coração, e dele jamais será apagado. "Eu não apagarei o seu nome do livro da vida, e o confessarei diante de meu Pai e dos seus Anjos”. (Ap". 3,5).

É uma grande honra, “a maior de todas”, ter o nome gravado no Coração de Cristo, nosso Deus Salvador. Sinto-me imensamente feliz em saber que milhares de pessoas têm seu nome escrito no Coração de Deus, porque são propagadoras desta devoção, dão testemunho do seu amor vivendo a caridade, fazendo da vida uma constante oração, assumindo os trabalhos do Reino, em colaboração com a Igreja. São luzes em seus lares, falam do Coração de Jesus com alegria plena e fé profunda, sem medo, convictas de que esse Coração é o Centro do Amor Trinitário, onde o Pai, o Filho e o Espírito Santo se revelam como Fonte da Vida, "Torrente de Água Viva que jorra até a vida eterna".
Disse-me uma senhora que as graças do Coração de Jesus são abundantes na sua vida e na de sua família, pois, sente que caminha rumo Àquele que é Vida, Luz, Verdade e é nesse Coração que encontra abrigo, fortaleza, segurança, paz, coragem e alegria.
Pessoas famosas, aquelas que marcaram a história da humanidade, da pátria, de formas diferentes, edificantes, são lembradas e homenageadas com placas de bronze, onde se escrevem frases de gratidão. É uma homenagem justa, bonita! Contudo, é infinitamente mais importante ter o nome gravado no Coração de Deus. O Batismo nos confere essa honra; a Crisma nos confirma essa pertença; a promessa do Coração de Jesus reforça essa verdade e destaca o compromisso: “Os que propagarem essa devoção terão seu nome gravado em meu Coração”.
As condições para usufruirmos desta promessa são: propagar o amor ao Coração de Jesus através da nossa oração, da palavra escrita ou falada, da contribuição destinada a essa propagação, do sofrimento acolhido com fé, do bom exemplo, da dedicação ao Reino, da caridade ao próximo, da imitação das virtudes do Coração de Jesus!
Santa Teresinha do Menino Jesus desejava ardentemente ser sacerdote para expandir o reinado de Cristo no mundo inteiro. Esse desejo valeu-lhe o título de Padroeira das Missões. Cristo escreveu o nome de Teresinha em seu Coração, para sempre. Está canonizada!
Vamos nós também mantermos firmes a nossa decisão de propagar a devoção ao S. C. de Jesus? Teremos nosso nome para sempre gravado no Coração de Nosso Rei e Senhor Jesus Cristo.

12ª promessa: A Graça da Penitência Final

Eu prometo, na excessiva misericórdia do meu Coração, que meu amor onipotente concederá a todos os que comungarem durante nove primeiras-sextas feiras do mês seguidas, a graça da penitência final; não hão de morrer em pecado e sem receber os sacramentos, servindo-lhes meu Coração de asilo seguro naquele último momento.

Esta promessa é conhecida com o nome de A Grande Promessa e foi-nos transmitida através de Santa Margarida Maria, que a recebeu de Jesus, numa sexta-feira do mês de maio de 1688, durante a comunhão. Todas as promessas feitas pelo Coração Sagrado de Jesus aos seus devotos são muito importantes e consoladoras, mas esta 12ª é muito especial, por se relacionar com os últimos instantes de nossa vida,
Jesus diz: “Eu te prometo na excessiva misericórdia do meu Coração”. Isto significa que a graça prometida é efeito de sua misericórdia sem limites. É como se Jesus estivesse jurando por Ele mesmo, para mostrar que vai cumprir fielmente o que está prometendo.
Jesus promete esta graça a todos os que comungarem durante nove primeiras sextas-feiras seguidas.
Essas comunhões devem ser feitas em estado de graça e com a intenção de honrar o Sagrado Coração, reparar por todos os que vivem no pecado, e assim, alcançar a perseverança final, tendo forte desejo e propósitos de servir sempre a Nosso Senhor. Se uma pessoa quisesse apenas garantir a salvação, levando uma vida sem compromissos cristãos, não receberia a graça da 12ª promessa, pois, ofenderia a Deus e estaria abusando da sua misericórdia, brincando com as promessas de Jesus.
Nesta Grande Promessa, Jesus explica a respeito da penitência final. Ela consiste em morrer em estado de graça, tendo recebido os sacramentos, e assegura que o seu Coração será Asilo seguro para aqueles que sinceramente seguira suas orientações. O que Jesus nos promete é a penitência final. Não nos assegura, pois, que não voltaremos a pecar, mas sim, que não perseveraremos no pecado. Trata-se de uma certeza moral, mas não de uma segurança infalível.
Esta promessa refere-se ao estado de graça para o último momento de nossa vida. Os teólogos chamam a isto de “perseverança final”. O povo chama de “boa morte”. Para o justo, que sempre vive em graça é a continuação nesse estado de amizade com Deus até o fim da vida. Para o cristão tíbio, que se levanta do pecado e cai nele sucessivamente, há a esperança de uma surpresa feliz na hora da morte. Para o pecador, é a misericordiosa graça de não morrer sem o arrependimento e contrição. É uma promessa especialíssima!

Ir. Ofélia de Carvalho, ASCJ. Curitiba, PR
Fonte: Arquivos do Boletim Triunfo do Coração de Jesus
A partir da edição n° 30 – ano 2002
Explicações elaboradas por Irmã Ofélia de Carvalho, ASCJ
e publicadas em várias edições do informativo Triunfo do Coração de Jesus
Curitiba, PR – BRASIL

Santa Eufrásia, virgem, +412

Eufrásia, cujo nome em grego significa alegria, nasceu no ano 380, na Ásia Menor e cresceu durante o reinado do imperador Teodósio, de quem seus pais eram parentes. Portanto, foi educada para viver na corte, rodeada pelos prazeres e luxos. Mas, nunca se sentiu atraída por nada disso, mesmo porque seus pais também viviam na humildade, apesar da fortuna que possuíam.

Depois que ela nasceu, filha única, o casal decidiu fazer voto de castidade. Desejavam viver como irmãos, para melhor se dedicarem a Deus. Quanto à jovem, desde pequena fazia jejuns e orações que chegavam a durar alguns dias. Com a morte de seu pai, a sua mãe que começou a ser cortejada, resolveu retirar-se para o Egito. Lá, com sua fortuna, também intensificou a caridade da família, levando com frequência Eufrásia em suas visitas aos conventos e hospitais que ajudava a manter.

Numa dessas visitas a um convento, quando Eufrásia tinha apenas sete anos, ela pediu para não voltar para casa. Queria ficar definitivamente ali. Os registros mostram que, apesar da pouca idade, acompanhava as religiosas em todos os seus afazeres com disciplina e pontualidade, que chegavam a impressionar por sua maturidade. O tempo passou, sua mãe faleceu e Eufrásia continuava no convento.

Vendo-a assim órfã, o imperador, seu parente, procurou-a e ofereceu-lhe a proposta que recebera de um senador, que a desejava desposar. O que, além de lhe dar estabilidade social, aumentaria consideravelmente sua já enorme fortuna. Contudo Eufrásia recusou, confirmando que desejava continuar na condição de virgem e seguir a vida religiosa. Aliás, não só recusou como pediu ao governante para distribuir todos seus bens entre os pobres.

Os registos narram inúmeras graças e fatos prodigiosos ocorridos através de Eufrásia. Consta que curou um menino à beira da morte com o sinal da cruz.

Certo dia, a sua superiora teve uma visão, onde era avisada da morte de Eufrásia e sua futura proclamação como santa. A jovem nada sentia, mas mesmo assim fez questão de receber os sacramentos e como previsto, no dia seguinte, foi acometida de uma febre fortíssima e morreu. Era o ano 412 e Eufrásia foi sepultada no convento que tanto amava.

O culto a Santa Eufrásia é muito difundido no Oriente e Ocidente, pela singeleza de sua vida e pelas graças que até hoje ocorrem por sua intercessão. Sua festa litúrgica acontece no dia 13 de março, data provável de sua morte.

São Cirilo de Jerusalém, bispo, Doutor da Igreja, +386

São Cirilo de JerusalémSão Cirilo de Jerusalém
São Cirilo nasceu em 315 e foi educado em Jerusalém. Em 345 foi ordenado sacerdote e, em 348, bispo de Jerusalém. Foi um ardoroso defensor da fé contra os ataques do arianismo. Por três vezes foi exilado pelos imperadores Constâncio e Valente. Participou oo II Concílio Ecuménico de Constantinopla.
O seu último exílio foi o mais duro e cruel, obrigando-o, durante onze anos, a vaguear pelas cidades da Ásia e outras regiões do Oriente. Dos 27 anos em que esteve à frente da Igreja de Jerusalém, 16 anos passou ele no exílio. Deixou escrito as Catequeses, em que expõe a verdadeira doutrina da fé e os ensinamentos da Sagrada Escritura, designadamente distinguindo os textos canónicos dos apócrifos.
Sobre a Eucaristia, ele afirmava: "Sob a forma de pão é o corpo que te é dado e, sob a forma de vinho, o sangue; de tal maneira que, ao receberes o corpo e sangue de Cristo, te transformas, com ele, num só corpo e num só sangue".

São Martinho (de Tours), bispo, +397

São Martinho (de Tours)

São Martinho nasceu no ano de 316, na Sabária da Panónia (Hungria). Seu pai era oficial do Exército Romano. Aos 12 anos, contrariando a vontade dos pais, tornou-se cristão. Entretanto, o pai contrapôs-se terminantemente a essa decisão do filho, alistando-o no Exército Romano. Aconteceu, nessa época, o famoso episódio da manta de guarda imperial: ao ver um mendigo tiritando de frio, corta ao meio a sua manta e oferece-lhe uma parte. À noite sonhou e viu Jesus envolto naquele pedaço de manta, dizendo: "Martinho, ainda não baptizado, deu-me este vestuário".
Abandonou, então, o Exército e fez-se baptizar por Santo Hilário de Poitiers. Entregou-se à vida de eremíta, fundando um mosteiro em Ligugé, França, onde vivia sob a orientação de Santo Hilário. Ordenado sacerdote, foi mais tarde aclamado bispo de Tours (371). Tornou-se um grande evangelizador da França, verdadeiramente pastor, fundando mosteiros, instruindo o clero, defendendo a causa dos oprimidos e deserdados deste mundo. Morreu no ano de 397.

Fonte: http://evangelhoquotidiano.org

Santo Estanislau Kostka, religioso, +1568

Santo Estanislau Kostka

Nasceu na Polônia no ano de 1551, pertenceu à órdem Jesuíta - Confessor e viveu na sidade de Viena.

De nobre família foi enviado aos 15 anos para estudar no Colégio dos Jesuítas em Viena, com seu irmão mais velho e dois primos. Porém, um decreto do imperador Maximiliano dissolveu a Companhia de Jesus. O pequeno grupo então hospedaram-se no palácio do príncipe Kimbercker para continuar seus estudos interrompidos. Esse príncipe era um luterano protestante fanático. Estanislau sofreu verdadeiros tormentos pois seu irmão, primo e o príncipe sempre o repreendia por sua fé, ridicularizando-o. Ficou doente por tantos sofrimentos, mas foi curado por Nossa Senhora, que aparecendo-lhe pediu-lhe que se tornasse jesuíta. Seu pai se opôs terminantemente e Estanislau fugiu disfarçado de mendigo: pelo caminho foi pedindo esmolas até chegar em Ausgburgo, a pé, chegando até o provincial - o qual também seria canonizado posteriormente (Pedro Canísio) que prometeu recebê-lo na Ordem, enviando-o novamente para fazer seu noviciado em Roma. Por nove meses fez o Noviciado em intensíssima experiência mística e simplicidade, abrasado pelo amor a Deus. Na véspera da Assunção de Nossa Senhora, como o tinha desejado, faleceu ardendo em febre. Juntamente como são Luiz Gonzaga e João Berckmans, tornou-se padroeiro da juventude. Plenificando sua vida em santidade, aprouve o Senhor tirá-lo do meio das iniqüidades desta Terra com pouca idade.

Morreu em Roma no ano de 1568, com apenas 17 anos.

Veja a Oração de Santo Estanislau, padroeiro Dos ossos fraturados.

São Martinho de Braga, bispo, +580

São Martinho de BragaSão Martinho de Braga
Nascido em território que actualmente pertence à Hungria, transferiu-se para a Península Ibérica, depois de ter sido durante algum tempo monge na sua terra natal. Foi bispo de Braga, a Sé Primacial de todas as Espanhas. Era muito grande sua erudição e deixou escritos de grande valor. Conhecido também como S. Martinho de Dume.

Oração de Santo Estanislau

Santo Estanislau Kostka

Deus, nosso pai, vós nos chamais a colocar em prática as vossas palavras, a cumprir o vosso mandamento de amor. Somente assim estamos construindo nossa casa sobre a rocha firme e inabalável. Fazei, pois, que jamais omitamos nossos deveres e nossso compromisso com o vosso Evangelho que é servir. Santo Estanislau procurou tornar concreta sua opção de fé, vivendo intensa e profundamente sua curta existência, uma existência cheia de significado e de sentido. Fazei que nós também não sejamos daqueles que apenas falam, mas não fazem. A religião verdadeira aos vossos olhos é aquela que Jesus, vosso Filho, cumpriu com o testemunho de sua vida: Ele me enviou para levar a boa nova aos pobres, curar os corações aflitos, anunciar a redenção aos cativos, e a libertação aos encarcerados, e para proclamar um ano de graça da parte do Senhor (Isaías 61:1-2).

Trânsito de São Bento

São BentoSão Bento
A comemoração da morte de S. Bento é celebrada em muitas localidades onde este santo é particularmente venerado.

S. Bento terá anunciado a sua morte iminente, embora nada o fizesse prever. Mandou abrir a sua própria civa, junto à campa da irmã, Escolástica, morta poucos dias antes. Pouco depois, foi atacado de violenta febre, pediu a comunhão e exalou o último suspiro.

Nesse mesmo dia, dois monges, em lugares separados, tiveram a mesma visão: uma escada adornada que levava da terra ao céu e um homem de aspecto venerável que lhes dizia ter sido por ali que Bento teria subido.

São Ludgero, bispo, +809

São LudgeroSão Ludgero
Nasceu em 743 em Zuilen, Friesland (moderna Holanda).

Filho de uma família nobre e irmão dos Santos Gerburgis e Hildegrin. Ouviu São Bonifácio pregar em 753 e decidiu entrar para a vida religiosa. Estudou sob a direção de São Gregório de Ultrecht (do qual escreveu a biografia). Estudou na Inglaterra três anos sob a direcção de Santo Alcuino, diácono.

Retornou a Holanda em 773 como missionário. Foi enviado a Deventer em 775 para restaurar uma capela destruída pelos pagãos saxões e recuperar as relíquias de São Lebwin que havia construído a capela. Destruiu ídolos pagãos e locais de cultos pagãos na área oeste de Lauwers Zee e aquela região tornou-se cristã após a sua estadia. Notável pregador. Ensinou na escola de Ultrecht . Ordenado em Colonia em 777. Missionário em Friesland, principalmente ao redor de Ostergau e Dokkum de 777 até 784. Retornava cada outono para Ultrecht para ensinar na escola da Catedral. Deixou a área em 784 quando os Saxões invadiram e expulsaram todos os padres.

Peregrino a Roma em 785, encontrou-se com o Papa Adraino I e os dois trocaram conselhos. Viveu como monge beneditino em Monte Casino de 785 a 787 mas não tomou os votos. A pedido de Carlos Magno, retornou a Friesland como missionário. Foi uma expedição bem sucedida e ele construiu um Mosteiro em Weden para servir de base as suas jornadas. Diz a tradição que curou vários cegos.

Construiu um Mosteiro em Mimigernaford como centro do trabalho missionário e serviu como Abade. A palavra “monasterium” deu o nome à cidade que cresceu ao redor da casa: Munster. Construiu várias pequenas capelas em toda a região. Foi o primeiro Bispo da Munster em 804, sendo consagrado em Wesphalia.

Sua saúde piorou nos últimos anos, mas ele nunca reduzia a sua carga de trabalho. Não interessava quão perigosa ou trabalhosa fosse a sua vida fora do Mosteiro, Lugero nunca deixou de ter tempo para as orações e meditações.

Faleceu na tarde de 26 de março de 809 (sábado da Paixão) de causas naturais e foi enterrado em Werden.

O seu túmulo tornou-se local de peregrinação e vários milagres foram creditados a sua intercessão. Assim suas relíquias foram trasladadas para a Catedral de Munster onde tem o seu santuário.

font: www.cademeusanto.com.br

São Zacarias, papa, +752

São ZacariasSão Zacarias
O Papa S. Zacarias era natural da Calábria (Itália).

Foi eleito em 441, num período caracterizado pela hostilidade de Bizâncio e dos lombardos contra o ducado romano, pôs em risco a sua vida ao lutar contra os lombardos, cujo rei devolveu à Igreja as terras que havia tomado.

Favoreceu a evangelização da Germânia por S. Bonifácio e colaborou na primeira reforma da Igreja franca, com o apoio de Pepino o Breve, cuja a coroação como rei dosfrancos aprovou - Esta foi a primeira investidura de um soberano por parte de um pontífice.

Soube que mercadores de Veneza traficavam escravos cristãos para os mouros, pelo que os comprou de volta, dando-lhes a liberdade. Faleceu em 22 de Março de 752.

Santa Margarida, rainha da Escócia, +1093

Santa Margarida

Rainha da Escócia, nasceu na Hungria no ano de 1045.

Santa Margarida, a princípio, era costumeiramente olhada com um certo olhar de desentendimento, pois contava ao confessor, o monge Teodorico, muitas passagens místicas que lhe ocorrera, como um livro que caiu no rio e foi retirado somente após muitas horas sem se ter deteriorado o mínimo. Mas o milagre real de santa Margarida foi ter se santificado como esposa do rei Malcom, como mãe e como rainha. Caridosa, alimentava e servia com suas próprias mãos, mais de cem pobres e diariamente, chegando a lavar-lhes os pés e a beijar-lhe as úlceras. Vendia suas jóias para socorrer os mais necessitados. Os últimos dias de sua vida foram muito sofridos, pois o esposo e seu filho vieram a falecer durante um assalto ao castelo de Aluwick. Mesmo diante de tanto sofrimento, exclamou: "Graças Vos dou, Senhor, porque me concedeis paciência para suportar tantas desgraças juntas".
Morreu em Edimburgo e foi sepultada em Dunferline em 16 de Novembro de 1093, com 48 anos.

Veja a oração de Santa Margarida, padroeira dos necessitados

Santa Isabel, rainha da Hungria, +1231

Santa Isabel, rainha da Hungria

Sobre a dura casca espiritual da Idade Média, irrompida pela graça de Deus, brotou uma das flores mais delicadas da Cristandade: Santa Isabel de Hungria.
Nasceu no ano 1207 em um dos castelos - Saróspatak ou Posonio - de seu pai, André II rei da Hungria, que a teve com sua primeira mulher, Gertrudes, filha de Bertoldo IV, que corria em suas veias o sangue de Bela I, também rei de Hungria, pelo qual a princesinha Isabel veio a ser a mais preciosa flor da estirpe real húngara. Abriu a princesinha seus olhos à luz em um ambiente de luxo e abundância que, por divino contraste, foi despertando em seu sensível coração anseios de evangélica pobreza.

Do seu privilegiado posto na corte descia, desde muito pequena, para procurar os necessitados, e os presentes que recebia de seus pais passavam logo para as mãos dos pobres. Em vão a vestiam com ricos trajes, porque aproveitava o menor descuido para tirar as sedas e brocados, e dá-los aos pobres e voltar ao palácio com os farrapos da mais miserável de suas amiguinhas.

Conforme os costumes da época, foi prometida em sua mais tenra idade a Luís, filho de Herman I, da Turingia. O matrimônio aconteceu no ano 1221, quer dizer, quando Isabel completava seus 14 anos, em Wartburgo de Turingia. E desta maneira a princesa, nascida em um país cheio de sol e de abundância como era a Hungria, veio parar à dura e pobre terra germânica. A pobreza do povo estimulou ainda mais a caridade da princesa Isabel. Tudo lhe parecia pouco para remediar aos necessitados: a prata de suas arcas, as jóias que trouxe como dote e até seus próprios alimentos e roupas. Enquanto podia, aproveitando as sombras da noite, deixava o palácio e visitava uma a uma as choças dos vassalos mais pobres para levar aos doentes e às crianças, sob seu manto, um cântaro de leite ou uma broa de pão. Tendo Luis morrido no decorrer de uma Cruzada, em 1227, a princesa Isabel ficou viúva e desamparada aos vinte anos numa corte estrangeira e hostil, e foi então que realmente começou o seu calvário. Seu cunhado Herman, querendo substituir os filhos de Luís da herança do Ducado, acusou Isabel de prodigalidade, e era verdade que ela tinha esvaziado até o fundo de sua arca para remediar a miséria do povo no temível "ano da fome" que a Europa inteira atravessava.

As acusações de Herman encontraram eco na corte, e a princesa Isabel, expulsa do palácio, teve que buscar refúgio com seus três filhos e a companhia de duas serventes em Marburgo, a pátria de sua mãe. Neste tempo, voltavam os cruzados dos Santos Lugares ardendo em febres e com suas carnes maceradas pela lepra, e a eles Isabel dedicava seus mais amorosos cuidados, em memória, sem dúvida, de seu marido, morto muito longe do alcance de suas mãos. Isabel, firme em seu propósito de dedicar a sua vida aos pobres e doentes, buscando neles o próprio Cristo, rejeitou uma e outra vez o apelo de seu pai, o rei da Hungria, que, valendo-se de nobres emissários e até da autoridade episcopal, tentava convencê-la a voltar a seu país. Em troca, acudiu solícita ao chamamento do Senhor, e aos vinte e quatro anos, em 1231, subiu ao céu para receber o prémio merecido por ter dado água a tantos lábios sedentos, curado tantas feridas ulceradas e consolado tantos corações oprimidos.

Veja a Oração de Santa Isabel, rainha da Hungria.

Santa Matilde, rainha da Prússia, +968

Santa Matilde, rainha da Prússia

"Todo aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha , será exaltado" (Lc 14,11).
Hoje vamos lembrar uma mulher, que viveu na Alemanha, mais precisamente na Prússia. É a rainha Santa Matilde. Casou-se com o rei da Prússia, do qual teve 2 filhos. Após a morte do rei, os seus dois filhos entraram em luta entre si na disputa do trono. A paciência e a oração dessa mãe conseguiram a reconciliação entre os irmãos. Voltando a paz à família e ao reino, Santa Matilde entrou para um mosteiro de religiosas que ela mesmo fundara. Para influir na história dos homens, Deus serve-se das pessoas mais diversas, contando que elas colaborem com seu talento, sua habilidade, mas também, com a busca da justiça e da paz assim como aconteceu com Santa Matilde, que partiu para o Paraíso em 968.

Santa Margarida de Cortona, religiosa, penitente, +1297

Santa Margarida de CortonaSanta Margarida de Cortona
A Santa de hoje é uma grande testemunha de fé e santidade para todos nós. Órfã de mãe, era uma linda jovem que conquistou o coração de um rico homem, com quem viveu por nove anos. Aconteceu que o rico jovem foi assassinado e esse fato foi para Margarida oportunidade para pensar nas futilidades de sua vida. Decidindo-se então a ir para Cortona, Margarida conheceu o sacramento da Reconciliação e repousou nos braços do Pai. A partir da conversão, a vida de Margarida foi uma luta constante para a santidade através dos exercícios de penitência, ao ponto de fazer de uma pedra o seu travesseiro e ter como alimento apenas pão e água. Purificada e liberta do domínio do pecado, Santa Margarida de Cortona entrou no Céu em 1297.

Beato Diogo José de Cádiz, religioso, +1801

Beato Diogo José de CádizBeato Diogo José de Cádiz
Não é fácil contar 30 anos da vida missionária activíssima do Beato Diogo José de Cádiz. Este religioso Capuchinho andou sempre a pé e as suas viagens estendem-se da Extremadura a Roma. As suas pregações dirigiam muitas vezes a multidões de 40 e 60 000 almas, desde a nobreza aos mais pobres, dos intelectuais aos mais simples. Alimentava a alma com várias horas por dia de oração mental.

A missão concreta da sua vida e o porquê da sua existência poderiam resumir-se nesta única afirmação: foi o enviado de Deus à Espanha no fim do séc. XVIII e o autêntico missionário do povo espanhol que se desfazia o Império.

O Beato Diogo descrevia assima sua vocação religiosa: "Todo o meu afã era ser capuchinho, para ser missionário e santo". E foi tudo isto até que partiu para o Paraíso em 1801.

São Rafael, Arcanjo

São Rafael

Um dos arcanjos venerados pelo nome na Igreja, como Miguel e Gabriel .O nome Rafael significa " Aquele que cura " e o anjo é considerado um dos anjos de cura. Ele é honrado na tradição cristã como o líder dos anjos guardiões, o anjo do conhecimentos e o anjo da ciência. No Velho Testamento Rafael parece no livro de Tobias, no qual ele provê muita ajuda a Tobias ajudando Tobias a se livrar dos tormentos do demônio Asmodeus.

No fim do livro ele diz a Tobias: "Eu sou Rafael um dos sete anjos que podem entrar e servir a Gloria do Senhor" (12:15). Ele não é mencionado no Novo Testamento mas a tradição o identifica como o anjo da ovelha em João 5:2 . Rafael tambem é figura proeminente nos costumes do Judaísmo (ele é um dos três anjos que visitaram a Abraão antes da destruição de Sodoma e Gomorra). Poetas tambem fazem Rafael uma parte da sua famosa composição como é o caso de Milton no Paraíso Perdido no qual o anjo é chamado de "um espirito sociável" que viaja com Tobias (livro V) .

Na arte litúrgica da Igreja é mostrado como um jovem carregando um bastão e/ou um peixe.

Sua festa é celebrada no dia 29 de setembro, junto com Gabriel e Miguel.

No passado era celebrado, sozinho, no dia 24 de outubro.

São Josafá Kuncevicz, monge, bispo, mártir, +1623

São Josafá Kuncevicz

Nasceu na Ucrânia, cerca do ano 1580, de pais ortodoxos. Abraçou a fé católica e entrou na Ordem de S. Basílio. Ordenado sacerdote e eleito bispo de Polock, dedicou-se com grande empenho à causa da unidade de Igreja, pelo que foi perseguido pelos seus inimigos e morreu mártir em 1623.

Fonte http://www.evangelhoquotidiano.org

São Simplício, papa, +483

São SimplícioSão Simplício
Foi Papa de 468 a 483 e assistiu, durante seu pontificado, à queda do Império Romano do Ocidente, acontecimento que abalou o mundo e afetou grandemente as condições de vida da Igreja. Soube conduzir com firmeza a Barca de Pedro em meio aos mares revoltosos, combatendo também com vigor o nestorianismo e o monofisitismo, duas heresias que na época ameaçavam a integridade da doutrina católica.

Oração de Santa Margarida

Santa Margarida

Deus, nosso Pai, sois o Amor que a tudo envolve recriando a vida em contínuos renascimentos. Quando tudo declina e fragiliza, vós ali estais com a vossa presença que restaura e vivifica nossos corações. Porque estais conosco, nosso interior é curado e se fortalece em paz duradoura. Porque estais conosco, o medo que nos impede de agir com justiça e retidão se esvanece. Porque estais conosco, o perdão supera o ódio e avingança. Porque estais conosco, desfaz-se a tristeza que turva a mente cega e coração. Porque estais conosco, rompe-se o orgulho que nos afasta de vós e dos irmãos. Porque estais conosco, nossa esperança é resgatada e dignificada nossas ações. Porque estais conosco, a fé nos torna inabaláveis como rochedos que não se vergam a ventos. Porque estais conosco, caminhamos sem vacilar buscando-vos sem cessar. Senhor, porque eterna é a vossa bondade, eu vos peço hoje: completai a obra que em cada um de nós começastes. Conservai a nossa vida em meio às adversidades. Não abandoneis a obra de vossas mãos. (Sl 137, 7ss)

São Turíbio de Mogrovejo, bispo, +1606

São Turíbio de MogrovejoSão Turíbio de Mogrovejo
Era advogado e membro destacado do Tribunal da Santa Inquisição, no sul da Espanha. Embora fosse leigo, seu conhecimento teológico e sua piedade fizeram com que fosse nomeado arcebispo de Lima, pelo Papa Gregório XIII. Recebeu as ordens menores, foi ordenado sacerdote e pouco depois recebeu a sagração episcopal. Modelo de pastor e de verdadeiro benfeitor dos índios, durante 25 anos dedicou-se incansavelmente ao apostolado no Peru.

Santa Catarina da Suécia, virgem, religiosa, +1381

Santa Catarina da SuéciaSanta Catarina da Suécia
Nasceu na Suécia, de família ligada aos reis. Sua mãe era Santa Brígida, que após o falecimento do esposo, se tornou uma peregrina até instalar-se em Roma.

Catarina foi formada na Abadia de Bisberg, permanecendo ali até casar-se. Não demorou muito tempo e seu esposo veio a falecer. Tinha um coração rendido a uma intimidade profunda com Deus, abriu-se a uma consagração total e foi viver junto de sua mãe em Roma, onde permaneceram por 23 anos.

Tornou-se Abadessa em Valdstena, onde permaneceu até a morte em 1381.

Santo Alberto Chmielowski, religioso, fundador, +1916

Santo Alberto ChmielowskiSanto Alberto Chmielowski
Nasceu a 20 de Agosto de 1845, como primogénito de Alberto Chmielowki e de Josefa Borzylawska e foi baptizado a 26 desse mês, com o nome de Adão Hilário Bernardo.
A família era abastada, detentora de enormes quintas.
Aos sete anos, perdeu o pai. A mãe mudou-se para Varsóvia, onde Adão prosseguiu os estudos, primeiro, na escola de cadetes, depois no instituto de agronomia, para melhor se dedicar à sua lavoura.
Pelos 18 anos, participou na insurreição contra o domínio do Czar. Foi ferido, na batalha de Melchow e levado prisioneiro. No cárcere, foi-lhe amputada uma das pernas, operação que aguentou com heróica valentia. Volvido um ano, conseguiu fugir clandestinamente e matriculou-se em Paris, numa academia de pintura. Passou à Bélgica e caminhou para Mónaco, regressando depois a Varsóvia onde completou a formatura em pintura e arquitetura.
As suas telas tornaram-no muito popular e conhecido. Entretanto, começou a preocupar-se e a afligir-se com os necessitados e pobres.
Em 1880, entrou na Companhia de Jesus cujo noviciado abandonou, atormentado por escrúpulos e achacado por séria enfermidade. Refeito da doença, hospedou-se em Cracóvia, fazendo-se pobre com os pobres, à semelhança de Cristo que de tudo se despojou para enriquecer os outros. Ia distribuindo os haveres ganhos com os trabalhos de pintor notável pelos mais carenciados que reunia nos albergues públicos, onde ele também dormia.
Tornado franciscano da Ordem Terceira, vestido com o hábito de burel, prosseguiu na sua caridade para com os indigentes.
Como não se sentisse capaz de sozinho socorrer tantos pobres, com a aprovação do bispo de Cracóvia, juntou alguns companheiros e lança, deste modo, os fundamentos de uma nova congregação, os Servos dos Pobres, mudando o seu nome para Alberto, ao fazer os seus votos de pobreza, castidade e obediência.
Não escreveu nenhuma Regra, mas o seu exemplo e proceder foram incentivo e modelo inédito de viver à maneira de Cristo.
Construiu oficinas várias, para os necessitados poderem ganhar alguma coisa e reconstituírem a vida. Jamais aceitou bens imóveis ou auxílios económicos estáveis. Vivendo em casas do Estado ou da Diocese, limita-se a receber o que lhe iam dando, dia a dia. Nos albergues acolhia todos os infelizes, sem cuidar de saber sua origem, raça, etnia ou religião.
A 15 de Janeiro de 1891, ao reparar nas necessidades de tantas mulheres e raparigas, com a cooperação de Ana Francisca Lubanska e Maria Cunegundes Silokowka, seduzidas pelo seu exemplo, fundou um ramo feminino da sua associação, para que alimentassem as famintas e as acolhessem em abrigos decentes, sobretudo nos casos de epidemias
Com palavras de ânimo e conselhos apropriados, com pregações sobre os desajustamentos sociais, vincando a obrigação de todos, sobretudo os mais favorecidos em riquezas, ajudarem os ignorantes e miseráveis, Santo Alberto não só formava os seus seguidores como suscitava nos ricos um desprendimento que os impulsionasse a uma generosa caridade.
A 25 de Dezembro de 1916, já com várias comunidades ao serviço dos pobres e com mais de uma centena de discípulos, entregou a sua alma a Deus.

Santo Abraão, eremita, +477

Santo AbraãoSanto Abraão
Abraão de Clermont foi um monge cristão que viveu no século V. Nascido nas margens do rio Eufrates, emigrou para o Egito, fugindo da perseguição persa. Em território egípcio, foi aprisionado por ladrões, mas conseguiu "escapar para o Ocidente e se estabeleceu no Auvergne (França), como eremita". Mais tarde, assumiu a liderança do Mosteiro de Saint-Cirques, nas proximidades de Clermont. Morreu em 477.

São Nicolau de Flue, eremita, confessor, +1487

São Nicolau de FlueSão Nicolau de Flue
Nicolau de Flue, mais conhecido por Irmão Klaus, tem enorme popularidade na Suíça da qual foi proclamado padroeiro por Pio XII e onde é festejado no dia 25 de Dezembro. Nasceu no ano de 1417 em Flueli, perto de Sachseln, no cantão de Obwalden. Embora quisesse adotar a vida eremítica, não conseguiu fugir de alguns cargos civis: conselheiro, juiz e deputado. Em 1445, casou-se com Doroteia Wyss: tiveram cinco filhos e cinco filhas. Um deles foi vigário de Sachseln e um neto, Conrado, morreu santo.
A convite de Matias de Bolsheim e Aimo Angrund, entrou em contacto com um movimento religioso chamado Gottesfreunde (os amigos de Deus). Sua esposa opunha-se aos seus planos de solidão. Só depois de ter completado 50 anos, em Junho de 1467, pôde partir para a Alsácia. Porém, o Senhor queria-o bem mais próximo das regiões habitadas.
A sua vida santa e o seu rigoroso jejum chamaram logo a atenção dos vizinhos. Existem provas históricas e testemunhos incontestáveis de que ele passou um período de 19 anos e meio alimentando-se unicamente com a eucaristia. Decidiu então habitar no Ranft, um barranco solitário perto de Flueli. Saía só para a missa e quando a pátria precisou dele em 1473, diante da ameaça austríaca, e em 1481 e 1482, quando esteve para estourar a guerra civil. Os bons resultados dessas intervenções propiciaram-lhe o título de “pai da pátria”. A sua mais freqüente oração era: “Ó meu Deus e meu Senhor, afasta de mim tudo o que me afasta de ti. Ó meu Senhor e meu Deus, dá-me tudo o que me aproxima de ti. Ó meu Senhor e meu Deus, livra-me de mim mesmo e concede-me possuir-te somente a ti”. Edificados pelas suas orações e penitências, os seus vizinhos edificaram-lhe uma ermida e uma capela. Foi consagrada em 1469.
São Nicolau morreu no dia em que completou 70 anos (1487). Foi canonizado em 1947 por Pio XII.

Santo Alberto Magno, bispo, Doutor da Igreja, +1280

Santo Alberto Magno

Nasceu em Lauigen (Baviera), século XIII, pertenceu à órdem Dominicana (Bispo e Doutor) e viveu em Nápoles.

Era o mais brilhante aluno de ciências de seu tempo, alcançando um elogio de Pedro da Prússia que escreveu sobre a obra de Alberto: "Iluminaste a todos, foste preclaro pelos teus escritos, iluminaste o mundo porque soubeste tudo quanto se podia saber". Filósofo, teólogo, físico, químico, montava laboratórios para experimentação. Pesquisador, observador constante da natureza, porém, o principal foi o que escreveu e realmente viveu o que disse: "Minha intenção última está na ciência de Deus". Pio XII proclamou-o "patrono dos cultores das ciências naturais", O Grande doutor universal".

Morreu na Colônia em 15 de novembro de 1280.

Veja a Oração de Santo Alberto Magno, padroeiro Dos cientistas.

Gerenciador Financeiro Pessoal, Gratuíto e Acessível

Estes dias eu estive procurando um gerenciador financeiro on line para controlar as minhas contas. Procurei aplicativos desktop e on-line, gratuítos e pagos, mas não encontrei nenhum que fosse simples de usar e acessível.

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Caso alguém queira conferir o aplicativo pode entrar em http://financeironet.com.br.

Ato de Contrição

Meu Senhor Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador, Pai e Redentor meu. Por ser vós quem sois e porque vos amo sobre todas as coisas, pesa-me de todo o meu coração de vos ter ofendido, proponho firmemente a emenda de minha vida para nunca mais pecar, apartar-me de todas ocasiões de ofender-vos, confessar-me e cumprir a penitência que me foi imposta. Vos ofereço, Senhor minha vida, obras, e trabalhos em satisfação de todos os meus pecados e assim como vos suplico, assim confio em vossa bondade e misericórdia infinitas que mos perdoareis pelos méritos de vosso preciosíssimo sangue,paixão e morte e me dareis graça para emendar-me e perseverar em vosso santo serviço até o fim de minha vida. Amém.

Catecismo de São Pio X

Ladainha do Preciosíssimo Sangue de Jesus

O mês de Julho é o dedicado ao Preciosíssimo Sangue de Jesus.

Senhor, tende piedade de nós. 

Jesus Cristo, tende piedade de nós. 

Senhor, tende piedade de nós.  

Jesus Cristo, ouvi-nos. 

Jesus Cristo, atendei-nos. 

Deus, Pai dos Céus, tende piedade de nós. 

Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós. 

Deus Espírito Santo, tende piedade de nós. 

Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós. 

Sangue de Cristo, Unigênito do Pai Eterno, Salvai-nos. 

Sangue de Cristo, Verbo de Deus Encarnado, Salvai-nos. 

Sangue de Cristo, do Novo e Eterno Testamento, Salvai-nos. 

Sangue de Cristo, a correr na Agonia sobre a terra, Salvai-nos. 

Sangue de Cristo, a verter na Flagelação, Salvai-nos. 

Sangue de Cristo, a emanar na Coroação de Espinhos, Salvai-nos. 

Sangue de Cristo, derramado na Cruz, Salvai-nos. 

Sangue de Cristo, preço de nossa Salvação, Salvai-nos. 

Sangue de Cristo, sem o qual não há remissão, Salvai-nos. 

Sangue de Cristo, bebida e purificação das almas na Eucaristia, Salvai-nos. 

Sangue de Cristo, manancial de misericórdia, Salvai-nos. 

Sangue de Cristo, vencedor dos demônios, Salvai-nos. 

Sangue de Cristo, Fortaleza dos Mártires, Salvai-nos. 

Sangue de Cristo, Força dos confessores, Salvai-nos. 

Sangue de Cristo, fonte de Virgindade, Salvai-nos. 

Sangue de Cristo, conforto dos que estão em perigo, Salvai-nos. 

Sangue de Cristo, alívio dos que sofrem, Salvai-nos. 

Sangue de Cristo, lenitivo de nossas lágrimas, Salvai-nos. 

Sangue de Cristo, esperança dos penitentes, Salvai-nos. 

Sangue de Cristo, consolação dos agonizantes, Salvai-nos. 

Sangue de Cristo, paz e doçura dos corações, Salvai-nos. 

Sangue de Cristo, penhor de vida eterna, Salvai-nos. 

Sangue de Cristo, que libertais as almas do Purgatório, Salvai-nos. 

Sangue de Cristo, digníssimo de toda honra e glória, Salvai-nos. 

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor. 

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor. 

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós. 

São Clemente Maria Hofbauer, confessor, +1821

São Clemente Maria Hofbauer

João Clemente Maria Hofbauer (Tasswitz, Morávia, 26 de Dezembro de 1751 - Viena, 15 de março de 1820, conhecido também pelo seu nome moraviano de John Dvorák, foi um eremita, religioso e santo.

Hofbauer era o nono dos doze filhos de Maria e Paulo Hofbauer. Foi batizado no dia seguinte, foi-lhe dado o nome de Hansl, ou João, pelo qual foi conhecido por mais de vinte anos até ingressar no eremitério e tomar o nome de Clemente.

Vindo de uma família pobre, Hansl tinha poucas hipóteses de ir para um seminário ou de ingressar numa ordem religiosa. Desde cedo começou a estudar latim o que fez até os 14 anos de idade. Impossibilitado de continuar a estudar para o sacerdócio, dedicou-se a aprender uma profissão. Foi enviado para aprender a profissão de padeiro numa padaria em 1767. Em 1770 foi trabalhar na padaria do mosteiro dos Monges Brancos em "Kloster Bruck". Nessa época os efeitos da guerra e a fome eram sentidos e muitos desabrigados procuraram o mosteiro por ajuda. Hofbauer trabalhou dia e noite para socorrer a gente pobre que batia à sua porta.

Teve destacada atuação contra o estabelecimento de uma Igreja Nacional Germânica e contra as ideias do imperador José II que queria o controle secular do Clero e da Igreja. É considerado o segundo fundador da Congregação do Santíssimo Redentor.

cf. pt.wikipedia.org

Beato Artémides Zatti, religioso enfermeiro, +1951

Beato Artémides Zatti

Nasceu em Boretto, na Itália, em 1880, e emigrou aos 16 anos com toda a sua família para a Argentina (Baía Blanca). Tendo contraido tuberculose, levaram-no para Viedma para ser tratado. Pediu e obteve a cura por meio de Maria Auxiliadora. Foi então que encontrou a sua vocação de salesiano.

Concluído o noviciado e emitidos os votos exerceu, no mesmo hospital, as funções de farmacêutico, enfermeiro, administrador e vice-director. Durante 40 anos, este salesiano leigo foi o pai dos pobres e dos doentes. Visitava-os regularmente, dia e noite, na sua velha bicicleta.

Foi beatificado em 2002 por João Paulo II.

São João Damasceno, presbítero, Doutor da Igreja, +749

São João DamascenoSão João Damasceno
João de Damasceno nasceu mais ou menos na metade do século VII, de família árabe cristã e morreu em 749. É considerado o último representante da patrologia grega e equivalente oriental de Santo Isidoro de Sevilha, por suas obras monumentais como A Fonte do conhecimento. A sua actividade literária é multiforme: passeia com autoridade da poesia à liturgia, da eloquência à filosofia e à apologética. Filho de um alto funcionário do califa de Damasco, João foi companheiro de brinquedos do príncipe Yazid, que mais tarde o promoveu ao mesmo encargo do pai, que corresponde mais ou menos ao de ministro das finanças. Na qualidade de Logoteta, foi representante civil da comunidade cristã junto às autoridades árabes.

A um determinado ponto João deixou a corte, demitindo-se do alto cargo, provavelmente pelas tendências anti-cristãs do califa. Em companhia do irmão Cosme, futuro bispo de Maiouma, retirou-se para o mosteiro de são Sabas, preparando-se para o cargo de regador titular da basílica do Santo Sepulcro.

Oração de Santo Alberto Magno

Santo Alberto Magno

Deus, nosso Pai, Santo Alberto Magno engrandeceu a vossa Igreja e, mediante ela, toda a humanidade, com a sua ciência humana e divina. Homem de fé e, ao mesmo tempo químico, físico, pesquisador e observador constante da natureza, foi o precursor dos cientistas. Saibamos nós também, a seu exemplo, cultivar os valores da natureza. Envidemos todos os esforços para, através de um progresso que respeite a dignidade do homem, tornarmos a vida social mais humana. Iluminados pela fé, coloquemos a serviço da paz, da fraternidade, do bem-estar de todos, as ciências naturais, humanas, sociais, a técnica moderna. Tudo nos leve a compreender mais e melhor a vocação do homem chamado a "dominar a terra", ou seja, a fazer deste mundo "um lugar habitável", onde todos se sintam co-responsáveis pelos destinos da humanidade (Gaudium et Spes, 383)

São Boaventura, Franciscano, Doutor da Igreja

São Boaventura

Nasceu como Giovanni de Fidanza e a lenda diz que São Francisco de Assis o curou milagrosamente de uma doença perigosa na juventude e exclamou: " Ó buena ventura" e assim seu nome mudou para Boaventura.
Um contemporâneo de São Thomás de Aquino e de São Alberto o grande, ele foi para a Universidade de Paris com 14 anos. Lá estudou teologia sob o grande professor franciscano Alexandre Hales e talvez tenha sido influenciado a entrar a Ordem dos Franciscanos com 20 anos.

Lá pelos anos 1248 formou-se Bacharel em Teologia, e Bacharel em Escrituras. Dois anos mais tarde ele tornou-se Mestre em Teologia e foi indicado Catedrático dos Frades Menores. Ele ensinou teologia e escrituras, e pregou em Paris de 1248 a 1255, concentrado na elucidação de alguns problemas que exercitava as mentes dos estudiosos da época.

Seus ensinamentos eram cercados de oposição por alguns professores seculares, que ficavam ciumentos do sucesso do novo frade e ainda mais incomodado pela vida austera que ele levava.
Aparentemente o desprezo que eles tinham pelos franciscanos, levou a universidade a demorar emitir o diploma de Doutorado em Teologia, mas isto não deixou Boaventura nem abalado e nem chateado porque ele tinha uma mente elevada. Com Tomás de Aquino ele defendeu os frades contra os seus oponentes.
Quando o líder secular Willian de Santo Aurmour escreveu "Os perigos dos últimos tempos ", Boaventura respondeu publicando "Preocupado com a pobreza de Cristo" um tratado da santa pobreza.

O Papa Alexandre IV denunciou Willian e ordenou o término dos ataques aos frades mendicantes. Assim a ordem dos mendicantes foi re-estabelecida em Paris, e São Boaventura e Santo Tomás de Aquino receberam em 1257 seus doutorados em teologia.

Naquele mesmo ano, quando tinha apenas 36 anos Boaventura foi eleito Ministro Geral dos Franciscanos. Nesta posição ele se defrontou com uma tarefa difícil, porque ele pensava que São Francisco de Assis havia estabelecido um ideal incomparável para a Ordem, mas a sua organização era fraca e desde a sua morte, um grande número de diferentes grupos haviam surgido.

No seu quartel general em Narbone, em 1260 São Boaventura desenvolveu um jogo de regras que se tornou a Constituição da Ordem, por isto é que ele é chamado de "o segundo fundador dos franciscanos".
Alguns o acusam de ter enfraquecido o espirito de São Francisco : A "Vida" que ele escreveu de si próprio, de modo a promover a unidade dos irmãos franciscanos é acurada mas incompleta. Ele modificou o Regra da Ordem que proibia os franciscanos de receber dinheiro e ter suas próprias propriedades.
A severa interpretação da espiritualidade de São Francisco de Assis valorizava a pobreza acima de tudo, inclusive do aprendizado, mas Boaventura aprovada primeiro o estudo e a necessidade da Ordem em possuir livros e casas para conventos e monastérios. Os monges deveriam ensinar e estudar nas universidades para terem condições de pregar e serem guias espirituais para compensar os clérigos pouco educados que haviam na época.

Em aditamento aos seus trabalhos de teologia e filosofia Boaventura deixou tratado de ascéticos, alguns dos quais foram traduzidos para o inglês por ele próprio, inclusive a "Jornada das almas para Deus".
Entre os seus trabalhos estão: "Comentários das sentenças de São Pedro"(que cobre um amplo campo da teologia escolástica) Os trabalhos místicos de Breviloquium , o "Itinerarium mentis ad Deum" ," De reductione artium theologium" , a "Perfeição da Vida" (escrito para a Beata Isabel, irmã de São Luís IX e seu Convento das Clarissas Pobres) "Soliloquy", vários comentários bíblicos de sermões.

Escreveu ainda sobre a Virgem Maria:
"Se o meu Redentor , por causa de meus pecados, me mandasse para longe de si, lançar-me-ia aos pés de Maria,e, aí prostrado , não me levantaria sem que ela me tivesse alcançado o perdão".

No ano seguinte, o Papa Gregório o chamou para escrever a agenda do 14° Concílio Geral em Lyon e para discutir a reunião de Roma com as Igrejas do Leste. morreu a caminho do Concilio. São Boaventura foi a figura mestre e conseguiu o sucesso do Concílio e com isto ele também escreveu o último capítulo das Regras da Ordem entre a terceira e a quarta sessão. São Boaventura veio a falecer enquanto o Concilio de Lyon ainda estava em sessão, onde foi enterrado.
A reputação de São Boaventura é baseada na sua bondade pessoal, seu notável conhecimento e brilhante raciocínio como teólogo. Alguns julgam que ele estaria "iluminado" pelo Espirito Santo.

"Com ele parece que até Adão não havia pecado" escreveu Alexandre de Hales, e quando ele morreu a "Ata Oficial do Concilio" diz: " Nesta manhã morreu o irmão Boaventura de famosa memória, homem de notável santidade, bondade, homem piedoso, afável, misericordioso, e repleto de virtudes e amor ao Deus e ao homem... Deus deu a ele a graça de que todas as pessoas que com ele convivesse, o respeitava e o amava".

Embora São Boaventura e Santo Tomás de Aquino fossem amigos por uma vida, os dois homens se opunham em certas questões como o neo-aristotelismo, que estava sendo introduzido na teologia por Aquino. São Boaventura temia que como resultado, a filosofia fosse elevada acima da teologia e que a razão ficasse mais importante que a revelação.

Dizia São Boaventura "um pobre e velho homem pode amar a Deus mais que um Doutor em Teologia".

Mas a síntese que Santo Tomás de Aquino fez da teologia não teve o efeito desastroso temido por São Boaventura e Santo Tomás se alinhou com os grandes pensadores da Igreja, como Santo Agostinho e enfatizou a supremacia da graça e seguiu os passos do fundador da Ordem.

São Boaventura foi canonizado em 1482 e declarado Doutor da Igreja em 1588.

Na arte litúrgica da Igreja, São Boaventura é mostrado: 1)como:

  1. Um Cardeal com o hábito franciscano lendo ou escrevendo um livro;
  2. As vezes com a Arvore da Vida. "Jesus crucificado em uma árvore";
  3. Com o crucifixo;
  4. Com um anjo ouvindo suas preces;
  5. Na livraria com Santo Tomás de Aquino;
  6. Na pintura do grande Francisco Zuburban. Ele está presidindo o Consilho de Lyon;
  7. Com o Papa e o Imperador presentes ao seu funeral.

Sua festa é celebrada no dia 15 de julho.

Glorioso São José, Patrôno da Igreja

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O Papa Pio IX, no dia 8 de dezembro de 1870, declarou o glorioso São José, Padroeiro da Igreja Católica.  Este mesmo Papa, em 08/12/1854, já tinha proclamado solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Nossa Senhora. 

Através de Decreto da Congregação dos Sagrados Ritos, o Papa atendeu à solicitação do episcopado do mundo todo, que estava então reunido no Concílio Vaticano I ( 08/12/1869 a 20/10/1870), os quais rogaram ao Santo Padre que se dignasse constituir São José Padroeiro da Igreja Católica. 

Assim se expressou a Sagrada Congregação dos Ritos:

Assim como Deus constituira o antigo José, filho do antigo patriarca Jacó, para presidir em toda a terra do Egito, a fim de conservar o trigo para os povos; assim, chegada a plenitude dos tempos, estando para enviar à terra o seu Unigênito Filho para redenção  do mundo, escolheu outro José, de quem o primeiro era figura; constituiu-o Senhor e Príncipe de sua casa e de sua possessão, e elegeu-o custódio de seus principais tesouros. 

José teve, de fato, por esposa a Imaculada Virgem Maria, da qual por virtude do Espírito Santo, nasceu Nosso Senhor Jesus Cristo, que, junto aos homens, se dignou  ser julgado filho  de José, e lhe foi submisso. E José, não só viu Aquele que tantos reis e profetas desejaram ver, mas conversou com Ele, estreitou-O ao peito  com  paternal  afeto, beijou-O; e, além disso, com extremoso cuidado, alimentou Aquele que devia ser nutrição espiritual e alimento de vida eterna para o povo fiel. 

Por esta excelsa dignidade, concedida por Deus a seu fidelíssimo Servo, a Igreja, após a Virgem Santíssima, sua Esposa, teve sempre em  grande honra e cumulou de louvores o  Beatíssimo  José, e  nas  angústias lhe implorou a intercessão.  Ora, estando a Igreja, nestes tristíssimos tempos,  perseguida em toda parte por inimigos e opressa por tão  graves calamidades, a ponto de julgarem os ímpios que as portas do abismo prevaleceram contra Ela, os Bispos de todo o mundo católico, em seu nome e no dos fiéis confiados a seus cuidados, rogaram ao Sumo Pontífice que se dignasse constituir São José Padroeiro da Igreja Católica. 

Tendo pois eles, no Sagrado Concílio Ecumênico Vaticano I, renovado com maior insistência os mesmos pedidos e desejos, o Santo Padre Pio IX, comovido com a presente e lutuosa condição dos tempos, querendo de modo especial  colocar-se  a  si mesmo e aos fiéis sob o poderosíssimo  Patrocínio  do Santo Patriarca José e satisfazer os desejos dos Bispos, declarou-o solenemente Padroeiro da Igreja Católica. 

Elevou a sua festa, que caí a 19  de  março  a rito duplo de primeira classe. E, além disso ordenou que esta declaração, feita com o presente decreto da Sagrada Congregação dos Ritos, fosse publicado no dia consagrado à Imaculada Virgem Mãe de Deus, Esposa do castíssimo José.

Eram, como sempre, tempos difíceis para a Igreja. O Papa convocara o Concílio Vaticano I para enfrentar o brado da Revolução Francesa (1789) contra a fé, no endeusamento da razão e do nacionalismo. O século XIX começou marcado pelo materialismo racionalista e pelo ateísmo, fora da Igreja; dentro dela as tendências conciliaristas e de separatismo, que enfraqueciam a autoridade do Papa e a  unidade da Igreja. Mais uma vez a Barca de Pedro era ameaçada pelas ondas do século. Então a Igreja recomendou-se ao “Pai” terreno do Senhor. Aquele que cuidara tão bem da Cabeça da Igreja, ainda Menino, cuidaria também de todo o seu Corpo Místico.

Trinta anos depois, o Papa Leão XIII, no dia 15/8/1899, assinava a Encíclica “Quanquam Pluries” sobre São José, nos tempos difíceis da virada do século. 

Ouçamos o Papa:

Nos tempos calamitosos, especialmente quando o poder das trevas parece tudo usar em prejuízo da cristandade, a Igreja costuma  sempre invocar súplice a Deus, autor e vingador seu, com maior fervor e perseverança, interpondo também a mediação do Santo, em cujo patrocínio mais confia  para encontrar socorro, entre os quais se acha em primeiro lugar a Augusta Virgem Mãe de Deus”. 

“Ora, bem sabeis Veneráveis Irmãos que os tempos presentes  não  são menos  desastrosos  do  que  tantos  outros, e tristíssimos,  atravessados  pela  cristandade.  De  fato,  vemos perecer em muitos o princípio de todas as virtudes cristãs, de fé, extinguir-se a caridade, depravar-se nas idéias e costumes a nova geração, perfeitamente hostilizar-se por toda a parte a Igreja  de  Jesus Cristo,  atacar-se  atrozmente o Pontificado, e com audácia cada vez mais imprudente arrancarem- se os próprios fundamentos da religião”. 

“Nós propomos… para tornar Deus mais favorável às nossas preces  e  para  que  Ele, recebendo as súplicas de mais intercessores, dê mais pronto e amplo socorro à sua Igreja, julgamos sumamente conveniente que o povo cristão se habitue a invocar com singular devoção e confiança, juntamente com a Virgem Mãe de Deus, o seu castíssimo esposo São José: temos motivos particulares para crer que seja isto aceito e agradável à própria Virgem. E, a respeito desse  assunto,  do  qual pela primeira vez tratamos em  público, bem conhecemos  que  a  piedade  do povo cristão não  só  é  favorável,  mas  tem  progredido  também por iniciativa  própria; pois  vemos já gradativamente promovido e estendido o culto de São José por zelo dos Romanos Pontífices, nas  épocas  anteriores, universalmente aumentado e com indubitável incremento nestes últimos tempos, em especial  depois  que Pio IX, nosso antecessor de feliz memória, declarou às súplicas de muitos bispos, Padroeiro da Igreja Católica o Santíssimo Patriarca. Não obstante, por ser muito necessário  que  seu  culto  lance  raízes nas instituições católicas  e nos costumes, queremos que o povo cristão receba, antes  de tudo, de  nossa voz e autoridade novo estímulo”. 

Vemos assim que, nas horas mais difíceis de sua caminhada a Igreja sempre recorre à Sua Mãe Santíssima, que nunca a desamparou; e, em seguida ao seu esposo castíssimo São José.

E Leão XIII explica as razões da grandeza de São José por “ser ele esposo de Maria e pai adotivo de Jesus.

Veja aoração a São José.

Prof. Felipe Aquino

Santo Alexandre, patriarca de Alexandria, +326

Hoje, lembramos a vida de Santo Alexandre, que governou a Igreja em Alexandria. Alexandre, santo bispo, esteve zelando pelo rebanho do Cristo e, principalmente, cuidando do alimento doutrinal que começou a ser ameaçado pelo Arianismo.

Ário era um sacerdote de Alexandria, que começou a espalhar uma mentira, afirmando que somente o Pai poderia ser chamado Deus, enquanto que Cristo é inferior ao Pai, distinto por natureza Dele seria, portanto, uma criatura, excelente e superior às demais, mas não divina, nem eterna.

Várias correções, o bispo Alexandre fez a Ário, mas, irreversível, não deixou de envenenar os cristãos, mesmo depois de saber da condenação de sua doutrina. Santo Alexandre, um ano antes de sua morte, juntamente com o imperador Constantino e principalmente com Papa da época, foram os responsáveis pela realização do Concílio Ecumênico em Nicéia, Ásia Menor, que definitivamente condenou a heresia e definiu: "Filho Unigênito do Pai... Consubstancial ao Pai".

Santo Eduardo, rei de Inglaterra, mártir, +978

Santo EduardoSanto Eduardo
Não se sabe sua data de nascimento, mas sabe-se que quando seu pai morreu era jovem. De seus 3 irmãos Eduardo era o mais velho. Era filho de Edgar, mas não era filho da esposa de seu pai. Diz-se que sua mãe era filha de um militar no norte da Inglaterra, outros ainda dizem que era uma freira que vivia nos arredores da Cornualha.

Seu reinado foi curto de 975 a 978, não houve mudanças consideráveis durante seu governo. Seu pai tinha brigado com a Igreja, já que fechou inúmeros mosteiros beneditinos. O paganismo crescia lentamente no norte da Inglaterra. Como forma de fazer as pazes com a Igreja, o rei implantou igrejas no norte e recontruiu alguns mosteiros.

Há muitas hipóteses sobre o seu assassinato, mas está registado que o rei foi morto no Castelo de Cofrer em 978.

Santo Eustáquio (ou Eustásio), monge, +629

Santo Eustáquio (ou Eustásio)Santo Eustáquio (ou Eustásio)
Foi discípulo e sucessor de São Columbano, como abade do Mosteiro de Luxeil, no qual viviam 600 monges.

São José Pignatelli, presbítero, +1811

São José Pignatelli

Nasceu em Saragoça (Itália), no ano de 1737, pertenceu à órdem dos Jesuíta - Confessor e viveu em Nápoles.

De família napolitana, pertencia a nobreza mais antiga. Quando estava com 4 anos de idade sua mãe faleceu e ele passou a morar com sua irmã, a condessa de Acerra. Com 16 anos de idade decidiu entrar na Companhia de Jesus. Seu caráter, santidade, elegância e distinção, mesmo na humildade e na caridade e confiança plena em Deus, fez dele um dos santos mais representativos do século XVIII. São José Pignatalli foi um dos que mais contribuiu para a restauração da Companhia de Jesus Preso e expulso da Espanha juntamente com outros jesuítas em 1767, refugiou-se em Ferrara nos Estados Pontifícios, até que, em 1773, Clemente XIV extinguia a ordem. Anos difíceis, cheio de temores e perseguições. Porém a ordem dos Jesuítas fora preservada na Rússia e Pignatelli esperou pacientemente pelo retorno da ordem dos jesuítas em Nápoles assim como em todo o Ocidente: em Nápoles viu esse ideal acontecer em 1808, mas morreu antes da restauração definitiva no mundo, realizada pelo Papa Pio VII em 1814.

Morreu em Nápoles em 14 de Novembro de 1811, com 74 anos.

Veja a Oração de São José Pignatelli, padroeiro Dos órfãos.

Fonte: http://www.asj.org.br

São Rodrigo, mártir, +857

São Rodrigo

São Rodrigo (e S. Salomão)

Estes dois santos, juntamente com Santo Eulógio, são os mais conhecidos entre os mártires de Córdova.

Apesar de Córdova ter sofrido por altura da invasão dos muçulmanos, os cristãos não foram tão perseguidos pela sua fé como o seriam anos mais tarde, quando a paz já reinava no local.

Em meados do séc. IX, os governantes passaram a exigir dos cristãos que jamais pronunciassem a sua fé em público e que se mantivessem apenas dentro de casa quando desejassem praticar os seus deveres cristãos.

Rodrigo, Salomão e Eulógio foram os protagonistas de uma história comovente, que aconteceu no ano de 857. Os três eram amigos e Rodrigo tinha dois irmãos, um cristão e outro muçulmano.

Certa vez, quando os seus irmãos estavam brigando, cada qual defendendo a sua própria fé, Rodrigo interveio e, colocando-se no meio dos dois para impedir a briga, levou um golpe que o fez desmaiar.

O irmão muçulmano, vendo que Rodrigo desfalecera, carregou-o nos braços por toda a cidade de Córdova dizendo que ele acabara de abraçar a fé islâmica. Ao despertar, Rodrigo negou qualquer conversão e os muçulmanos passaram a tê-lo como traidor.

Foi preso juntamente com os seus amigos e os três foram condenados à morte juntos.

Beato Inocêncio de Berzo, presbítero, +1890

Beato Inocêncio de BerzoBeato Inocêncio de Berzo
O Beato Inocêncio era filho de Pedro Scalvinoni e de Francisca Poli. Nasceu no dia 19 de Março de 1844 em Nardo, Vale de Canónica, em Bréscia, na Itália. Foi baptizado com o nome de João.

A sua infância ficou marcada pelo sofrimento, ficou orfão de pai, e pela prática da virtude, como aluno do Colégio de Lovere. Foi admitido no Seminário diocesano de Bréscia e foi ordenado sacerdote a 2 de Julho de 1867. Foi nomeado Coadjutor de um pároco, em Cevo, onde se distinguiu pelo desapego das coisas materiais, assiduidade no confessionário, caridade para com os pobres, assistência aos doentes e pregação.

O Bispo chamou-o para Bréscia a fim de desempenhar o cargo de Vice-Reitor do Seminário. Após um ano, voltou para a cura das almas como pároco em Berzo, onde se entregou a uma intensa actividade apostólica, feita de oração, bom exemplo e uma pregação simples e paternal, bem como de uma proximidade pessoal junto de cada um para os levar até Deus. Entretanto, o Senhor chamava-o a uma vida mais perfeita. Depois de uma luta espiritual, pediu para ser capuchinho, quando tinha 30 anos. Em 1874, vestiu o hábito da Ordem, recebendo, nessa altura, o nome de Frei Inocêncio. Viveu em Albino. Depois, foi para o Convento da Santíssima Anunciata, como Vice-Mestre de noviços. Em 1880, foi-lhe confiada a redacção dos Anais Franciscanos, em Milão. Partiu para Crema, levando, por toda a parte, o brilho da sua santidade. Foi colocado outra vez no Convento da Santíssima Anunciata, onde encontrou aquilo que o seu espírito desejava: ser santo!

No ermitério do Convento, encontrou forma de se submergir na união com Deus que era própria do seu temperamento, de saciar a sua ânsia de sacrifício, de penitência e vida escondida. O seu ideal era desaparecer e fazer que o esquecessem, o exercício de prolongadas horas de oração e contemplação, o desempenho dos mais humildes serviços do Convento, tais como: pedir esmola de porta em porta com a pregação do bom exemplo e de boas palavras. A beleza da sua alma transparecia em todas estas manifestações. Pregou exercícios espirituais aos seus irmãos, a quem inundava com a abundância do seu espírito seráfico. Neste ministério da pregação teve de fazer muita violência sobre si mesmo, sobretudo, porque não se considerava capaz de coisa alguma. Morreu com 46 anos de idade, no dia 3 de Março de 1890, na enfermaria do Convento de Bérgamo, quando estava a pregar um retiro aos seus irmãos.

São João do Egito

Nasceu por volta do ano 305 no Egito. De família pobre, trabalhou como carpinteiro até os 25 anos quando deixou tudo e abraçou a vida de eremita. Adotou como seu guia espiritual um eremita mais velho. Um dia, a fim de pôr à prova sua obediência, este mandou o mais jovem regar um galho seco fincado no chão. E isto ele o fez por mais de um ano. Como se tal não bastasse, pediu-lhe também que movesse um enorme rochedo. São João do Egito tudo cumpriu com solicitude e humildade. Depois da morte do ancião, São João refugiou-se numa montanha na região de Licópolis. Ali construiu três celas que se comunicavam entre si: uma para dormir, outra para as refeições e o trabalho e a última para orações. Viveu ali 40 anos, abençoando o povo que ia à sua procura. São João morreu por volta do ano 374, com 89 anos de idade. É chamado o "Profeta do Egito".

Santa Mônica, Padroeira das mães de família, +387

Santa Mônica

Santa Mônica casou-se, por arranjo dos seus pais, com um oficial pagão na África do Norte,muito mais velho do que ela , e embora generoso era de temperamento violento . Sua mãe que vivia com eles era igualmente difícil e provou ser um desafio a ser vencido por Mônica.
Ela tinha três filhos: Agostinho, Navigius e Perpétua. Através de muitas preces e paciência conseguiu converter os seu marido e a mãe dele para fé católica em 370. Ele morreu um ano mais tarde . Perpétua e Navigius entraram na vida religiosa mas Santo Agostinho era muito mais difícil . Ela teve que orar e pregar para ele por 17 anos, inclusive pedindo orações dos seus amigos padres e monges, alguns dos quais a evitavam devido a sua persistência em conseguir o que parecia ser sem esperança. Um monge certa vez a consolou dizendo "Não é possível que um filho de tantas lagrimas venha a perecer ". Este pensamento ,acompanhado de uma visão que tinha recebido a fortaleceu e um dia do ano 387,Santo Agostinho foi batizado por Santo Ambrósio e tornou-se o famoso santo que todos nós conhecemos. Ela morreu mais tarde no mesmo ano no caminho de volta a África, na cidade italiana de Ostia.
É considerada a padroeira das mães de família.

Sua festa é celebrada no dia 27 de agosto

Santo Augustinho de Hippo, Doutor da Igreja, +430

Santo Augustinho de Hippo

A conversão de Santo Agostinho é considerada um dos eventos mais importantes da história da Igreja. Santo Agostinho nasceu em Tagaste,norte da África, filho de Patricius, um oficial romano pagão. Sua mãe, Santa Mônica era cristã e criou Santo Agostinho na fé. Em 370 ele foi para Cartago, Turquia para estudar direito e em vez disto passou a estudar literatura. Ele juntou com uma amante que deu a ele um filho Adeodatus. Em 373 Santo Agostinho e seus amigos tornaram-se membros de uma seita herege. Ao mesmo tempo, sua brilhante e notável inteligência estava se manifestando e ele ganhou vários torneios de poesia e se tornou conhecido no mundo filosófico. Demorou nove anos para Santo Agostinho se libertar de sua vida herege. Em 383 ele foi para a Itália em segredo por causa da oposição de sua mãe. Santo Agostinho planejava ensinar em Roma mas, em vez disto foi para Milão onde conheceu Santo Ambrósio. Sob a influencia de Ambrósio, Agostinho descobriu a vida de celibatário, o estudo e a oração. Santa Mônica mais tarde encontrou-se com eles em Milão, onde São Alípio, velho amigo de Agostinho também passou a morar. Com ele, sua mãe e amigos se retiraram para uma vila, para estudarem as escrituras e os antigos filósofos. No domingo de Páscoa de 387 Santo Agostinho foi batizado. Planejando o retorno para Tagaste eles foram para Ostia, Itália a bordo de um navio. Mônica morreu em Ostia e Santo Agostinho ficou na Itália escrevendo e orando. Em 388 ele vendeu tudo que tinha e passou a distribuir para os pobres e começou uma vida de penitencia. Ele foi ordenado em 391e fundou dois monastérios e em outubro de 393 Santo Agostinho tomou parte no Concílio da África pregando para uma assembléia de bispos. Valerius, o bispo de Hippo indicou Agostinho como seu coadjutor e ele ocupou este cargo por 34 anos. Ele fez de sua residência episcopal um monastério enviando outros padres para fundar outras instituições e treinar bispos para as dioceses. Seu maior apostolado foi ensinar e escrever. Ele atendeu aos Concílios de 398, 401, 416, 418 e 419. Em 426 Santo Agostinho já com 72 anos nomeou Heraclius seu auxiliar e sucessor . Ele tentou encontrar paz mas teve que enfrentar a heresia dos Arianos e invasão dos Vândalos na região. Bispos e políticos procuraram refugio em Hippo que foi sitiada por 18 meses. Durante o cerco, Santo Agostinho teve um derrame e em 30 de agosto de 430 ele veio a falecer. Os trabalhos de Santo Agostinho proveram a Cristandade com lúcidos e atrativos argumento para a fé.
Em sua biografia fica imbuído a sua atração pelo Criador. Seus escritos sobre as escrituras são um tratado sobre a fé e lúcidos argumentos sobre a Confissão. No seu trabalho "Cidade de Deus" escrito em 426 Santo Agostinho traça o caminho para uma crescente fé, e uma reconciliaçao entre a fé e a razão e coloca Deus no Centro de tudo.
Diz a tradição que, certa vez, Santo Agostinho estava caminhando a beira mar, a pensar sobre o Mistério da Santíssima Trindade, quando encontrou com um menino a colocar, com uma pequena caneca, água do mar em um buraco que a criança havia feito. Santo Agostinho perguntou :"Que está fazendo? A criança respondeu: "Estou colocando o mar neste buraco". "Impossível!" disse o santo. E a criança, que na verdade era um anjo, respondeu: "Mais facil será eu colocar o mar neste buraco, que voce entender o mistério que está tentando compreender."
O mestre Dughet pintou um lindo quadro, retratando esta lenda.

Ele foi indicado como um dos Doutores da Igreja. Em 700 DC as relíquias de Santo Agostinho foram colocadas na igreja de São Pietro in Ciel dÓro em Pavia, Itália.
Ele é o padroeiro da agostinianos, dos teólogos, dos impressores e da cidade de Cartago.

Sua festa é celebrada no dia 28 de agosto.

Beata Josefina Gabriela Bonino, virgem, fundadora, +1906

Beata Josefina Gabriela Bonino

Nasceu em Savigliano, no Piemonte, e, sob a protecção da Sagrada Família de Nazaré fundou uma congregação religiosa para educar órfãos e assistir aos enfermos pobres.

Educada religiosamente no seu lar, aprende, com as palavras e o exemplo dos pais, o amor, o respeito e a generosidade para com os pobres e os necessitados.

Indo morar para Turim, recebe a educação com as Irmãs de S. José, progredindo na sua vida espiritual com a oração e os sacramentos. De novo em Savigliano, cuida do seu pai doente até que ele morra e continua as suas práticas de vida cristã.

Aos 18 anos fez voto temporal de castidade; então, com o desejo de desprender-se mais das comodidades familiares, ingressa na Ordem Terceira Carmelita e, pouco depois, na Ordem Terceira Franciscana. Dedicou-se a colaborar nas obras paroquiais. Doente com uma neoplasia na coluna vertebral, submeteu-se a uma dolorosa cirurgia sem que produzisse efeito a anestesia aplicada. A sua cura foi considerada milagrosa, e foi a Lourdes em acção de graças à Santíssima Virgem. Depois da morte da sua mãe, consagra-se à obra “Colombo” em favor das meninas órfãs de Savignano, trabalho que é criticado pela “gente bem” da sua terra natal.

Finalmente decide-se a fundar um instituto religioso para a educação das órfãs, para a sua formação escolar e religiosa, e para o serviço dos enfermos pobres. Com a idade de 38 anos vem a ser Superiora do seu Instituto, cargo que desempenhará com prudência e sabedoria até à morte.

Santa Inês de Praga, religiosa, +1282

Santa Inês de PragaSanta Inês de Praga
Santa Inês de Praga (ou da Boémia)

Santa Inês de Praga, nasceu em 1208. Pertencia à família real, pois Otocaro I, seu pai, era rei da Boémia. Educada por monges, recusou-se a casar com Frederico II, imperador da Alemanha, contando para isso com o apoio do papa Gregório IX. Foi uma mulher activa e preocupada com os problemas de seu tempo. Dedicou-se de corpo e alma ao serviço dos pobres, fundando para eles um hospital, onde se estabeleceu em pobreza absoluta, renunciando às rendas e vivendo de esmolas e doações.

Incentivou e apoiou os Franciscanos e as Clarissas, para quem fundou dois mosteiros. Santa Clara, a quem devotava grande amizade, chamava-a de "metade de minha alma". Ingressou, mais tarde, no convento das Clarissas, por ela própria fundado, onde foi nomeada abadessa. Morreu no dia 2 de Março de 1282 em Praga, onde nasceu.

Santa Serafina, virgem, +1253

Santa SerafinaSanta Serafina
Santa Serafina nasceu em 1238, pertencente a uma nobre família italiana. Era uma menina modesta, pura, piedosa, de grande mortificação, bondosa e caridosa para com todos. Santa Serafina, que amava muito os seus pais e deles recebeu conselhos contra a malícia do mundo, sempre buscou com muito empenho a pureza, a ponto de receber a graça de se consagrar ao Cristo como virgem.
Com apenas 10 anos, Santa Serafina contraiu uma grave doença que cobriu o seu corpo de chagas incuráveis e dolorosas. Durante a sua enfermidade Santa Serafina escolheu estar sobre uma tábua, a fim de se assemelhar o Cristo e, como São Paulo, completar com os seus sofrimentos o que faltava no Cristo sofredor. Santa Serafina teve momentos muito difíceis na sua vida, porém, devota à Paixão e Morte de Jesus, ofereceu tudo pela conversão dos pecadores até que, em 1253, com 15 anos, entrou na Casa do Pai.

Oração de São José Pignatelli

Deus, nosso Pai, dai-nos humildade para que possamos experimentar o dom de

Consagração ao Sagrado Coração de Jesus - São Luiz de Montfort

Ó Sabedoria eterna e encarnada! Ó amabilíssimo e adorável Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, Unigênito Filho do eterno Pai, e da sempre Virgem Maria,
adoro-Vos profundamente no seio e nos esplendores de Vosso Pai, durante a eternidade, e no seio Virginal de Maria, vossa Mãe digníssima, no tempo de Vossa
encarnação.

Eu Vos dou graças por Vos terdes aniquilado a Vós mesmo, tomando a forma de escravo, para livrar-me do cruel cativeiro do demônio. Eu Vos louvo e glorifico
por Vos terdes querido submeter a Maria, Vossa Mãe Santíssima, em todas as coisas, a fim de por ela, tornar-me Vosso fiel escravo. Mas ai de mim, criatura
ingrata e infiel! não cumpri as promessas que Vos fiz solenemente no batismo. Não cumpri com minhas obrigações; não mereço ser chamado Vosso filho nem
Vosso escravo, e, como nada há em mim que de Vós não tenha merecido repulsa e cólera, não ouso aproximar-me por mim mesmo de Vossa santíssima e augustíssima
majestade. É por esta razão que recorro à intercessão de Vossa Mãe Santíssima, que me destes por medianeira junto aVós, e é por este meio que espero obter
de Vós a contrição e o perdão de meus pecados, a aquisição e conservação da sabedoria.

Ave, pois, ó Maria Imaculada, tabernáculo vivo da divindade, onde a eterna Sabedoria escondida quer ser adorada pelos anjos e pelos homens!

Ave, ó Rainha do céu e da terra, a cujo império é submetido tudo o que está abaixo de Deus!

Ave, ó seguro refúgio dos pecadores, cuja misericórdia a ninguém falece! Atendei ao desejo que tenho da divina Sabedoria, e recebei, para este fim, os votos
e as oferendas, apresentadas pela minha baixeza.

Eu, N… infiel pecador, renovo e ratifico hoje, em Vossas mãos, os votos do batismo. Renuncio para sempre a Satanás, suas pompas e suas obras, e dou-me inteiramente
a Jesus Cristo, Sabedoria encarnada, para segui-Lo levando a minha cruz, em todos os dias de minha vida. E, a fim de Lhe ser mais fiel do que até agora
tenho sido, escolho-Vos neste dia, ó Maria Santíssima, em presença de toda a corte celeste, para minha Mãe e minha Senhora.

Entrego-vos e consagro-vos, na qualidade de escravo, meu corpo e minha alma, meus bens interiores e exteriores, e até o valor de minhas obras boas passadas,
presentes e futuras, deixando-vos direito pleno e inteiro de dispor de mim e de tudo o que me pertence, sem exceção, a vosso gosto, para maior glória de
Deus, no tempo e na eternidade. Recebei, ó benigníssima Virgem, esta pequena oferenda de minha escravidão, em união e em honra à submissão que a Sabedoria
Eterna quis ter à vossa maternidade; em homenagem ao poder que tendes ambos sobre este vermezinho e miserável pecador; em ação de graças pelos privilégios
com que vos favoreceu a Santíssima Trindade. Protesto que quero, dora em diante, como vosso verdadeiro escravo, buscar vossa honra e obedecer-vos em todas
as coisas. Ó Mãe admirável, apresentai-me a vosso amado Filho, na qualidade de escravo perpétuo, para que, tendo-me remido por vós, por vós também me receba
favoravelmente. Ó Mãe de misericórdia, concedei-me a graça de obter a verdadeira Sabedoria de Deus, e de colocar-me, para este fim, no número daqueles
a quem amais, ensinais, guiais, sustentais e protegeis como filhos e escravos vossos. Ó Virgem fiel, tornai-me em todos os pontos um tão perfeito discípulo,
imitador e escravo da Sabedoria encarnada, Jesus Cristo, vosso Filho, que eu chegue um dia, por vossa intercessão e a vosso exemplo, à plenitude de sua idade na terra e de sua glória nos céus. Assim seja.

São Luiz de Montfort

Software para recuperar dados perdidos

Estes dias tive um grande problema para instalar o Ubuntu no meu desktop, após gastar um tempão instalando o Windows 7 X64 e configurando o mesmo, resouvi instalar o Ubuntu em uma partição já reservada para ele.

Para a minha surpresa o GParted não identificava as partições do meu HD, foi que então procurando bastante encontrei este software: TestDisk.

Algumas coisas que ele faz:

  • Recupera a tabela de partições do HD, o que usei para resouver o meu problema.
  • recuperação de arquivos apagados ou formatados do HD.

Só por estas duas features já vale ter em casa.

PS: Ele tem para Win e Linux e é gratuíto!

Faça o Download em: http://www.cgsecurity.org

São Tomás de Aquino, Doutor da Igreja, + 1274

São Tomás de Aquino

Dominicano, Doutor da Igreja e um dos grandes teólogos e filósofos da história da Igreja. Ele nasceu em Roccasecca em 1225, Itália.
De uma família nobre, seu pai era o Conde Landulf de Aquino um parente do imperador Romano e Rei da França. A sua mãe era Teodora de Teano.
Na idade de 5 anos foi enviado para estudar na Ordem Beneditina de Monte Cassino. Ele era muito inteligente e os beneditinos ficaram admirados pelo seu raciocínio brilhante. Algum tempo depois os monges beneditinos foram desalojados da Abadia pelas tropas do Imperador Frederico II. No mesmo ano em 1239 ele começou a estudar na Universidade de Nápoles, concentrando seus estudos em filosofia, gramática, retórica e lógica.
Ele já estava atraído pela Ordem Dominicana e expressou o desejo de se tornar um frade, o que era totalmente inaceitável pela sua família. Alguns membros de sua família até contrataram uma linda mulher para tentá-lo, mas seus esforços foram em vão e Tomás perseverou na sua vocação e como recompensa por isto, foi conferido a ele anos mais tarde o título de "Doutor Angélico". Em seguida ele foi raptado pelos seus irmãos e aprisionado no Monte São Giovanni de 1244 até 1245. Seus pais finalmente aceitaram a derrota e Tomás foi solto e voltou para Roma e depois para Paris onde entrou na Universidade. Tomás estudou em Paris de 1245 a 1248 sob a direção de São Alberto Mágno que o acompanhou em 1248 ao Novo Colégio Dominicano de Colonha (Alemanha), onde ele foi ordenado. Voltando, dois anos mais tarde para Paris, ele ensinou teologia, e continuou seus estudos e escreveu um notável comentário sobre as sentenças de São Pedro Abelardo. Em 23 de outubro de 1257 ele e seu amigo São Boaventura receberam seus doutorados em teologia e Tomás fez o seu sermão inaugural " A Majestade de Cristo" baseada nos Salmos 104:13 .
Dois anos mais tarde ele foi indicado como assistente teológico da corte papal, ficando muito tempo como residente papal em Anagni e Orveto.
A pedido do papa Urbano IV ele escreveu um grande número de teses inclusive o " O Oficio para a Festa de Corpus Christie "; a "Catena Áurea"(A Corrente de Ouro) e os "Contra Errores Graecorum " (Contra os Erros dos Gregos). De 1265 a 1267 Tomas ensinou em Roma no Colégio Dominicano de Santa Sabina. Foi durante este tempo que ele começou o seu trabalho mais famoso o "Magnus Opus" chamado "Summa Thelogiae". Em 1267 foi para Viterbo e trabalhou com o Papa Clemente IV, recusando o posto de arcebispo de Nápoles. Dois anos mais tarde retornou a Paris e aceitou a posto de catedrático de teologia para os Dominicanos. Sua indicação foi num momento muito útil porque, ele foi forçado a devotar toda a sua energia para derrotar a oposição que havia emergido na universidade da Ordem dos Medicants (em particular dos Dominicanos) com os ensinamentos de Aristóteles e assegurar a condenação das idéias controvertidas do teólogo Siger de Brabant,e ainda dos chamados "Averroists", que advogavam uma forma extrema de Aristotelismo. Renomado em toda a cristandade, o Papa ordenou a ele que organizasse uma escola em Nápoles. Ali ele deu sermões, pregou perante grandes multidões e continuou o seu trabalho de pesquisa para terminar a sua "Summa Theologiae". Muito doente e exausto do seus incessantes trabalhos Tomas, não obstante, obedeceu ao pedido do Papa Gregório X de participar no Concílio de Lyon. Na França ele teve um colapso em janeiro de 1274 e morreu no Monastério Cisterciense de Fossanova em 7 de março de 1274.
Ele é comparado a São Paulo e a Santo Agostinho, como um dos maiores teólogos da Cristandade. Ele conseguiu sintetizar o pensamento Aristoteliano com os Dogmas Cristãos e fazer da teologia uma ciência.
Ele é conhecido especialmente por harmonizar a razão e a fé ,enquanto mantém a precisa distinção entre os dois: a razão ajuda a descobrir a existência de Deus, mas é insuficiente como guia para as ações humanas, alcançada pela fé, que é necessária para a descoberta de verdades mais elevadas reveladas pelo consentimento Divino.
O corpo teológico que Tomás formulou em seus escritos, veio a ser chamado Tomismo e é considerado a coroação da Escolástica.
Inicialmente com muita objeção na igreja, (alguns até o condenaram em Paris em 1277), o Tomismo foi abraçado como um todo e em 1567, o Papa Pio V o declarou Doutor da Igreja e os Dominicanos impuseram seus ensinamentos. Em 1879, o Papa Leão XIII promulgou a Encíclica Aeterni Patris, ordenando que os escritos de São Tomás fossem estudo obrigatório a todos os padres e estudantes de teologia.
Seus escritos incluem toda a doutrina cristã, cobrindo teologia, filosofia e as escrituras. O seu mais famoso trabalho a "Summa Teologiae" , é o uma exposição extremamente coerente da fé cristã. Feita por ele para ser um manual para os estudantes, provou ser a mais complexa e o mais esclarecedor tratado em teologia cristã já escrito. Apesar de não o ter terminado, Tomás o organizou em três partes e tem um total de 38 tratados separados, 612 questões, 3.120 artigos e aproximadamente 10.000 objeções individuais.
Seus escritos incluem ainda : Um comentário sobre a sentença de Pedro Lombardi "De Ente et Essentia" (Da Essencia do Ser); Comentários Bíblicos, De Regimine Principium (Em Ser Rei) ; Contra Impugnantes Religionem,(na defesa da Ordem dos Mendicantes) ; De Perfectae Vitae Spiritualis (sobre a vida espiritual); De Unitate Intellectus Contra Averroistas,( contra os Averroistas) ; Comentários sobre Aristóteles ; Quaestiones Disputatae e Quaestiones Quodlibetales, (uma coleção e debate de questões a serem examinadas nas salas de leituras) e a " Summa Contra Gentiles (Summa de Veritate Catholicae Fidei Contra Gentiles), que é um manual que converte para a fé cristã os escritos de São Raymond Peñafort. Tomás o fez para ser usado pelos missionários entre os judeus e os muçulmanos.
São Tomás foi canonizado pelo Papa João XXII em 1323 e conhecido como Doutor Angelicus e Doutor Communis em honra da sua enorme contribuição aos ensinamentos católicos. Em 1880 o Papa Leão XIII honrou São Tomás como o patrono das escolas, colégios e universidades.

É ainda o padroeiro da castidade entre os jovens. Entre as jovens é a Santa Maria Gorétti.

Na liturgia ele é mostrado como um Dominicano, segurando um livro com raios de luz emanando do seu peito .

Sua festa é celebrada no dia 28 de janeiro.

Fonte: http://www.cademeusanto.com.br/santo_tomaz_de_aquino.htm

Pai Nosso - A oração do Senhor

«Um dia, estava Jesus em oração, em certo lugar. Quando acabou, disse-lhe um dos seus discípulos: "Senhor, ensina-nos a orar, como João Baptista também ensinou os seus discípulos"» (Lc 11, 1). Foi em resposta a este pedido que o Senhor confiou aos seus discípulos e à sua Igreja a oração cristã fundamental. São Lucas apresenta-nos um texto breve dessa oração (cinco petições)(1); São Mateus, uma versão mais desenvolvida (sete petições) (2). A tradição litúrgica da Igreja reteve o texto de São Mateus (Mt 6, 9-13):

Pai Nosso que estais nos céus,
santificado seja o vosso Nome,
venha a nós o vosso Reino,
seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje,
perdoai-nos as nossas ofensas
assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido,
e não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do Mal.

Catecismo da Igreja Católica º2759

Oração para os Estudos de São Tomás de Aquino

Criador inefável, que em meio aos tesouros de vossa Sabedoria designastes três hierarquias de Anjos e as dispusestes numa ordem admirável no mais alto dos Céus, e de maneira elegantíssima distribuístes as partes do Universo. Vós, que sois verdadeiramente a Fonte de Luz e o princípio sobreeminente da Sabedoria, dignai-Vos iluminar a escuridão de minha inteligência com um raio de vossa clareza, removendo a torpeza do pecado e da ignorância em que nasci. Vós que fazeis magníloquas até as criancinhas, tornai erudita minha língua e derramai vossa bênção sobre meus lábios. Dai-me agudeza na inteligência, capacidade para reter, método e faculdade para aprender, sutileza ao interpretar, graça e abundância no falar. Concedei-me acerto ao começar, direção ao progredir e perfeição ao concluir. Vós que sois verdadeiro Deus e verdadeiro homem, que vive e reina pelos séculos sem fim. Amém.
São tomás de Aquino

O Credo

O Que é o Credo?

R= "Credo, ou Símbolo dos Apóstolos, é o resumo das verdades que todo cristão deve crer" (2º Catecismo da Doutrina Cristã).

"A palavra 'Credo, eu creio' quer dizer: eu tenho por absolutamente verdadeiro tudo o que nestes doze artigos se contém; e o creio mais firmemente do que se o visse com os meus olhos, porque Deus, que não pode nem enganar-Se nem enganar-nos, revelou estas verdades à santa Igreja Católica, e por meio d'Ela as revela também a nós", e: "O Símbolo dos Apóstolos, assim chamado por ser, com razão, considerado o resumo fiel da fé dos apóstolos. É o antigo símbolo batismal da Igreja de Roma. Sua grande autoridade vem do seguinte fato: 'Ele é o símbolo guardado pela Igreja Romana, aquela onde Pedro, o primeiro apóstolo, teve sua Sé e para onde ele trouxe a comum expressão de fé (sententia communis=opinião comum)".

Quantos artigos tem o Credo? Dizei-os.

R= "O Credo tem doze artigos.

  1. Creio em Deus Pai, todo-poderoso, criador do céu e da terra.
  2. E em Jesus Cristo, um só seu Filho, Nosso Senhor.
  3. O qual foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu de Maria Virgem.
  4. Padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado.
  5. Desceu aos infernos, ao terceiro dia ressurgiu dos mortos.
  6. Subiu ao Céu, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso.
  7. De onde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
  8. Creio no Espírito Santo.
  9. Na Santa Igreja Católica; na comunhão dos Santos.
  10. Na remissão dos pecados.
  11. Na ressurreição da carne.
  12. Na vida eterna. Amém"

Que contêm os artigos do Credo? É útil rezá-lo com frequência?

R= "Os artigos do Credo contêm tudo o que de mais importante devemos crer acerca de Deus, de Jesus Cristo e da Igreja, sua Esposa. É utilíssimo rezar frequentemente o Credo, para imprimirmos cada vez mais no coração as verdades da Fé"

Fonte: http://www.filhosdapaixao.org.br/conhecer_02_credo.htm

Santa Zita, Itália, +1218

Santa Zita

Santa Zita era uma empregada doméstica e uma santa milagrosa. Nascida em Monte Sagrati, Itália em 1218, com a idade de 12 anos começou a trabalhar para a família dos Fratinelle, comerciante de lã e outros tecidos em Lucca.
Logo outros serventes não gostaram dela porque ela trabalhava muito, e bem e era muito boa para os outros. Alem disso ela dava comida e roupa para os pobres- inclusive as dos seus empregadores. Mais tarde ela conseguiu o respeito dos membros da família. De acordo com a tradição os outros serventes finalmente ficaram convencidos que ela era uma santa, porque um dia encontraram um anjo fazendo os pães e outro lavando a roupa, no lugar de Santa Zita, que atendia a um pobre doente a porta da casa.
Durante toda a sua vida ela trabalhou a favor dos pobres, doentes e outros sofredores e lastimava que criminosos ficassem na prisão sem fazer nada. Ela foi uma das que defendia a causa que os criminosos prisioneiros deveriam ter que ajudar aos pobres e doentes. A ela foi creditado uma serie de milagres Foi canonizada em 1696 e é a padroeira das empregados domésticas e na arte litúrgica da Igreja é mostrada com um saco, pedaços de pão e um rosário ou ainda atendendo a um pedinte a porta de casa.

Sua festa é celebrada no dia 27 de abril.

Santa Gertrudes, Magna, monja, +1303

Santa Gertrudes

Santa Gertrudes, a Grande

Santa Gertrudes de Helfta foi monja cisterciense e escritora mística, também conhecida como Gertrudes a Grande, ou Gertrudes a Magna. Das origens de Gertrudes de Helfta só se conhece a data de nascimento: 6 de janeiro de 1256. O lugar parece ter sido Eisleben, e a familia é um enigma. O silêncio a respeito resultou suspeito, e se há elaborado conjecturas como a procedência servil ou pobre; haver sido abandonada; ou ser filha ilegítima de algum nobre. O que é seguro é que em sua familia existiam circunstâncias que na época não era adequado mencionar.

Com a idade de 5 anos ingressou no mosteiro de Helfta. Sobre isto tão pouco hão ficado noticias, desconhecendo-se como chegou e se foi acolhida exclusivamente como educanda, para ser formada na escola de meninas a cargo de Matilde de Hackeborn; ou como oblata, oferecida a Deus para converter-se em monja.

Gertrudes iniciou sua aprendizagem monástica. Realizou o noviciado, professou e recebeu uma cuidada formação teológica, filosófica, literaria e musical. Sua vida foi normal até os 25 anos, como uma monja a mais do mosteiro, dedicada à cópia de manuscritos, à costura e aos labores agrícolas da horta monastica. Não desempenhou cargos importantes, ou ao menos só se conhece que foi cantora segundo às ordens de Matilde de Hackeborn.

Em 27 de janeiro de 1281 teve sua primeira experiência mística, que suporía uma profunda mudança em sua vida. Tratou-se de uma visão de Cristo adolescente, que lhe dizia: "Não temas, te salvarei, te livrarei... Volve-te a mim e eu te embriagarei com a torrente de meu divino regalo". A partir disto deixou os estudos profanos e de literatura pelos estudos teológicos; e sua existência passou de ser rotineira a viver uma profunda experiencia mística.

Gertrudes viverá uma intensa vida mística em meio a vida comunitaria. Muitas vezes sofreu enfermidades, porém isto não a incapacitou para dedicar-se a escrever diversas obras literárias entre as que se encontravam comentarios à Sagrada Escritura. Se perderam quase todas as suas obras, conservando-se só três.

Seus escritos e espiritualidade passaram desapercebidos até 1536 em que os cartuxos de Colonia imprimem o Memorial. A aceitação e êxito foi enorme, e produziu-se toda uma corrente espiritual em torno a ela que se traduziu em reedições contínuas de seus escritos e numerosas biografias. Por tal êxito, e ao desconhecer o apelido, começou a ser chamada Gertrudes a Grande, ou a Magna.
Gertrudes morreu em 17 de novembro de 1302, em Helfta, aos 45 anos de idade.

Santa Cláudia, mártir, +304

Santa CláudiaSanta Cláudia
Mártir com Alexandra e Theodotus em 304 DC durante a perseguição Imperador Diocleciano (284-305). Theodotus era o curador de Ancyra, Galtia (moderna Turquia) e foi o responsável pelo sepultamento de Claudia por que ela e Alexandra se recusaram a tomar parte numa cerimonia pagã e a repudiar a sua fé. O imperador Diocleciano mandava queimar os restos dos corpos para que não fossem sepultados e lembrados. Theodotus cuidou do sepultamento dos remanescentes do corpo de Cláudia e Alexandra, mas foi traído por um apóstata e foi também martirizado.

Mais tarde, os restos de Santa Claudia foram recuperados por outros cristãos e levados para Malus onde recebeu um enterro adequado e suas relíquias foram trasladadas para um santuário numa capela com o seu nome.

O seu túmulo tornou-se local de peregrinação e vários milagres foram creditados à sua intercessão.

É muito venerada na Grécia e Rússia

Santa Luísa de Marillac, viúva, religiosa, +1660

Santa Luísa de Marillac

Santa Luíza de Marillac ficou órfã aos 14 anos. Pretendia seguir a vocação religiosa, porém por vontade de seus parentes casou-se e teve um filho.

Passou por grandes dificuldades no casamento devido a problemas financeiros e a longa enfermidade do marido. Os contactos com São Francisco de Sales ajudaram-na então a enfrentar esse período.

Em 1625, o marido morreu, seu filho ingressou no seminário e ela tornou-se religiosa.

Santa Luíza teve a felicidade de conviver com pessoas especiais. Além de São Francisco de Sales, a quem conhecia desde 1618, conviveu também com São Vicente de Paulo, cujo encontro determinou novos rumos em sua vida.

Santa Luíza foi co-fundadora das Filhas da Caridade. São Vicente dizia às Filhas de Caridade: "Vocês têm por mosteiro, a casa dos enfermos; por cela um quarto alugado; por capela, a igreja paroquial; por claustro, as ruas da cidade; por clausura, a obediência; por grade, o temor de Deus; por véu, a santa modéstia".

São Tarásio, patriarca, séc. VIII

São TarásioSão Tarásio
São Tarásio nasceu no ano 730. Recebeu uma ótima educação cristã e literária; tinha como pai, o prefeito de Constantinopla. Tarásio era de caráter zeloso, de tal forma que foi nomeado pelo imperador para um alto cargo imperial.

Enfrentou, em Deus, todas as tentações próprias da sociedade, cheia de luxo. No século VIII, foi a heresia iconoclasta promovida pelo imperador Leão que, não compreendendo, aponta o culto às imagens como uma prática de idolatria.

Ao assumir o patriarcado, São Tarásio, em comunhão com o Papa, combateu e conseguiu condenar esta heresia num Concílio. Cuidadoso com suas ovelhas, tinha um grande espírito de serviço, a ponto de dizer, ao ser questionado pelo seu especial cuidado para com os pobres: "Minha única ambição é imitar Nosso Senhor Jesus Cristo, que viveu para servir e não para ser servido".